segunda-feira, 25 de julho de 2016

Food Park no Recife recebe primeiro container vegano do Nordeste

vegano
O universo vegetariano e vegano está conquistando os recifenses e, claro, que as delícias não podiam ficar de fora dos Food Parks da cidade. 

Durante os dias 13 e 14 de agosto, das 11h às 17h, o  Black Bird Food Park, que fica na sua Aluízio de Azevedo, em Santo Amaro, vai realizar o festival GastrôVeg, que marca a inauguração do Vegan’N’Roll – Rangos Veganos, primeiro Container 100% vegano do Nordeste, que funcionará no local.

Além das delícias convidadas para o evento, os trucks tradicionais do park terão um cardápio especial para os vegetarianos e veganos. Outras novidades serão um stand para adoção de pets e um artesanato vegano.

Confira os trucks e bikes do local:

Biritaria – Beer Truck
Chegue Mais Crepe – Creperia
Empório do Kebab – Cozinha árabe
Frutteto – Cozinha Artesanal Natura – Convidado
Johnnie Brownie – Brownerial
La Bruschetta Perfetta – bruschettas e fundue
Mafalda na Estrada – Pastéis
Mister Maki – Temakeria
Vegan’N’Roll – Rangos Veganos
Vegaria – Empório Vegano – Convidado

Produtores de PE podem recorrer à linha de crédito

Está disponível para os produtores rurais R$ 101 bilhões do Plano Safra



DIVULGAÇÃO

Maior parte dos recursos é para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar

Os produtores rurais pernambucanos já po­dem ter acesso aos recursos do Plano Safra. O financiamento está sendo oferecido pelo Banco do Brasil (BB), que recebeu R$ 101 bilhões dos R$ 185 bilhões que o programa federal disponibilizou para a safra nacional de 2016/2017. Desse montante, R$ 519 milhões estão em Pernambuco.

“São financiamentos para investimento, custeio ou comercialização dos produtos agrícolas. Eles estão disponíveis em várias linhas de crédito, tanto para os agricultores familiares quanto para os médios e grandes produtores”, contou o gerente de agronegócio do BB em Pernambuco, Clênio Nunes, ressaltando que a maior parte das linhas de crédito já pode ser contratada. Só os empréstimos que vão permitir o investimento dos médios e grandes produtores ainda não foram liberados.

A maior parte dos recursos, no entanto, está mesmo nas linhas de crédito voltadas aos pequenos agricultores, as chamadas linhas do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Dos R$ 101 bilhões ofertados pelo BB em todo o Brasil, R$ 91 bilhões são para produtores e cooperativas. É um incremento de 10% em relação ao valor desembolsado na safra anterior. E esses financiamentos ainda terão juros menores nesta safra. 

Segundo Nunes, os empréstimos de até R$ 165 mil contratados por agricultores familiares agora têm juros de 2,5% ao ano. Até a safra passada, esse percentual valia apenas para os contratos de até R$ 10 mil. Já as linhas voltadas aos médios e grandes produtores tiveram os juros reajustados para cerca de 8,5% a 9,5%. Em contrapartida, o limite do investimento aumentou de R$ 385 para R$ 430 mil no caso dos médios e de R$ 1,2 milhão para R$ 3 milhões no caso dos grandes empresários.

Para o gerente de agronegócio do BB em Pernambuco, os empréstimos serão fundamentais para que os agricultores possam reestruturar sua produção após o período de seca que prejudicou as últimas safras. “Eles ficaram descapitalizados e sem fonte de receita e agora terão que usar de financiamentos para ter uma atividade rentável e aumentar a produção. 

Afinal, a expectativa é de que esta seja uma boa safra, com chuvas”, disse Nunes, ressaltando que, caso a demanda seja grande, os R$ 519 milhões destinados a Pernambuco podem ser ampliados. Na safra passada, por exemplo, o orçamento inicial de R$ 40 milhões, foi ampliado para R$ 439 milhões.

Da Folha de Pernambuco

Animais desafiam teoria de Darwin e dão lição de generosidade

Por Marcela Couto (da Redação)


Foto: Reprodução/Nature World News
Foto: Reprodução/Nature World News

Compartilhar é um ato que exige consciência e empatia, mas não são apenas os seres humanos que possuem essa habilidade. Há muito mais cooperação entre animais do que se imagina, e não faltam evidências científicas para essa afirmação.
Em um estudo conduzido por Phillip Jackson Darlington para National Academy of Sciences, observou-se a que ponto chega a generosidade de morcegos. Uma fêmea de morcego vampiro comum retorna de uma noite bem sucedida de alimentação, depois de consumir o suficiente de sangue para aumentar o seu peso corporal em 50%. Ao chegar à árvore que compartilha com sua família, ela acha que uma das suas companheiras não teve a mesma sorte. Pela segunda noite consecutiva, a outra fêmea não conseguiu se alimentar, e ela está perto de morrer de fome. Eis que a fêmea já alimentada se aproxima dela e oferece um bocado de sangue regurgitado, sacrificando parte de sua própria refeição em nome da sobrevivência da companheira.
Do ponto de vista evolutivo, é difícil entender como os animais são capazes de sacrificar a si próprios para beneficiar outros indivíduos do grupo. Pela lei da selva, um animal que aumenta sua força sozinho deve estar mais apto a transmitir seus genes do que um animal que decide dividir seu alimento. Por essa lógica, a seleção natural deveria eliminar os benfeitores e deixar apenas egoístas.


Foto: Reprodução/Phys
Foto: Reprodução/Phys

No entanto, o comportamento altruísta não se limita aos seres humanos, aparecendo em várias espécies sociais. Assim como a fêmea de morcego decidiu compartilhar sua refeição, marmotas também foram observadas atrasando sua própria reprodução para ajudar a criar outros filhotes no grupo, em outro estudo publicado por Daniel T. Blumstein.
Darwin considerou o altruísmo entre animais um obstáculo em sua teoria evolutiva. Ele estava especialmente preocupado com as abelhas: um exemplo da forma mais extrema de cooperação social, em que alguns indivíduos renunciam completamente à reprodução para cuidar da prole dos outros.
Demorou quase um século para outro biólogo, W.H. Hamilton, chegar a uma explicação plausível.O cientista concluiu que a partilha não era apenas sobre o partilhante, mas também sobre o destinatário. De acordo com a sua equação, agora conhecida como a Regra de Hamilton, os indivíduos são mais propensos a se comportar de forma altruísta quanto mais estreitos forem os laços genéticos.


Foto: Reprodução/Wikimedia Commons
Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

Em última análise, a evolução fornece uma espécie de retorno positivo para o comportamento altruísta, aumentando a satisfação de pertencimento ao grupo e gerando relações de troca reais entre animais.
O altruísmo nos animais oferece uma perspectiva interessante para estudar a generosidade nas sociedade humanas. Se um morcego é capaz de reconhecer quando seus vizinhos estão com problemas e agem para ajudá-los a sobreviver, então a humanidade também deveria ser capaz de aprender um pouco sobre compaixão com os animais – e respeitar seus direitos, para começar.
ANDA

TEXAS RANCH BAR, EM BREVE, NOS ARMAZÉNS DO PORTO NO RECIFE - Por Augusto Saboia

Texas Ranch Bar será em breve a nova operação dos Armazéns do Porto no Recife Antigo. 

Mais um empreendimento de sucesso. 

Que venha o Festival Center na fase final de recuperação e em 2017 o Hard Rock Café Recife.

É esperar que a cereja do bolo comece logo a ser construída, o complexo que envolve, hotel, marina e o centro de convenções do Cais de Santa Rita que completa esse grande projeto indutor de desenvolvimento, cultura e turismo para nossa cidade, sendo a maior âncora junto com o Shopping Paço da Alfândega para recuperação do Recife Antigo e seus arredores.




LETREIRO REC VOLTOU AO MARCO ZERO PARA SER DESTRUÍDO NOVAMENTE - Por Augusto Saboia

Não dura uma mês, depois de destruído e reconstruído mais de tres vezes, volta ao Marco Zero o Letreiro tão bonito RECife que já virou atração em nossa cidade e em várias cidades do mundo.

Mas aqui é diferente de todas as cidades onde existe este tipo de letreiro, no Recife a população faz questão de destruí-lo constantemente.

Existiam dois, um no Marco Zero, que agora volta ao seu lugar e outro no Segundo Jardim de Boa Viagem que nem sei se um dia voltará.

É muito triste saber que a população da cidade do Recife não está nem aí para manter a cidade linda como é e poderia ser mais, se não fosse impiedosamente depredada e destruída por aqueles que deveriam amar e cuidar.

Quanto tempo durará esse letreiro? Deixo a pergunta para todos os recifenses...




Visual Turismo oferece fretamentos para o nordeste brasileiro na alta temporada


Conseguir passagens aéreas no período das festas de fim de ano e férias é uma tarefa difícil. Para atender a demanda da época em que mais se viaja no Brasil, a Visual Turismo anuncia a oferta de voos fretados, com a Azul Linhas Aéreas e Latam, para clientes que saem de São Paulo e Belo Horizonte com destino a seis cidades brasileiras: Fortaleza, Maceió, Salvador, Porto Seguro, Recife e Natal.

Do Aeroporto Internacional de Guarulhos, há saídas fretadas nos dias 20 e 27 de dezembro de 2016 e 3, 7, 14 e 21 de janeiro de 2017. Quem procura um destino para o Ano Novo pode voar para Natal, no Rio Grande do Norte, no dia 27 de dezembro, e ainda aproveitar um pacote super especial.

Além do voo da Azul Linhas Aéreas e traslado de ida e volta do aeroporto, inclui sete noites no hotel Quality Suítes Natal em apartamento luxo, com café da manhã incluído, e passeio pela cidade e Praia de Camurupim. O pacote custa partir de R$ 2.454 por adulto.

Os que já estão programando as férias podem sair da capital paulista nos dias 7,14 e 21 de janeiro rumo à Maceió. Com hospedagem de sete noites no Hotel Porto Maceió, voando Latam, cada viajante adulto paga a partir de R$ 2.356. O pacote inclui ainda os traslados, de chegada e saída, e um passeio pela cidade e bela Praia do Francês.

Belo Horizonte, por sua vez, tem saídas no dia 27 de dezembro de 2016 e 3, 7, 14 e 21 de janeiro de 2017. De lá, a dica é seguir para Fortaleza nos dias 3,7,14 e 21 de janeiro, no voo fretado da Azul Linhas Aéreas, e curtir sete noites no hotel Fortaleza Mar, na Praia de Meireles, com café da manhã incluído.

O pacote, que também oferece traslados de ida e volta do aeroporto, city tour e visita à Praia de Cumbuco, custa a partir de R$ 2.288 por adulto.

Para mais informações, acesse www.visualturismo.com.br ou ligue para (11) 3235-2000.

Empório da Cerveja anuncia novas cervejas no cardápio

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Os apreciadores de uma boa gelada acabam de ganhar mais algumas opções de rótulos disponíveis no Empório da Cerveja, maior loja online de bebidas do Brasil. 

São elas: a Boddingtons,  a Colorado Berthô e Wäls Inhotim (nas versões Reticulata, Impetus e Walkeriana).

Uma autêntica Cream Ale da Inglaterra, a Boddingtons de 400 ml é uma cerveja de aroma balanceado, sabor levemente amargo e que não deixa de lado a refrescância. Possui cor dourada e espuma espessa, ideal para ser consumida a 7 graus. Vai bem com salmão defumado, camarão e ostra, dentre outras coisas.

Feita com Bertholletia Excelsa, a Colorado Berthô de 600 ml é uma American Brown Ale de cor marrom acobreado. A cerveja foi buscar na culinária mais diversificada do Brasil o seu ingrediente especial: a castanha-do-Pará. O tom adocicado do malte, combinado com o amargor dos lúpulos especiais e da castanha, criam um sabor único e inconfundível, ideal para acompanhar queijo gouda e hambúrguer, por exemplo, à termperatura de 10-12 graus.

Já  a Wäls Inhotim vem com três novas versões:  a Reticulata é uma Witbier que possui aroma cítrico, corpo leve e acidez característica dos sucos de laranja e mexerica. Combina muito bem com salada, frutos do mar e comida japonesa. A Wäls Inhotim Walkeriana é uma Farmhouse Ale com um toque de baunilha, uma cerveja expressiva com um arremate delicado. 

Harmoniza perfeitamente  com frutos do mar e queijos embutidos. Já a Wäls Inhotim Impetus é uma American IPA  forte, encorpada, com um leve sabor e aroma defumado. Experimente degustá-la com queijos azuis, carnes fortes e aves.

Os novos produtos estão disponíveis no Empório da Cerveja, que oferece aos consumidores, além das cervejas, acessórios como taças, baldes e até mesas e cadeiras para garantir que não falte nada na hora de receber os amigos em casa. Você também pode receber sua cerveja favorita todo mês fazendo parte dos Clubes do Empório. São cinco opções: Budweiser, Stella Artois, Original, Corona e o exclusivo clube Wäls MadLab. Basta escolher a data de assinatura e seu pacote preferido e as cervejas serão enviadas todos os meses para a sua casa e com descontos especiais. 

Conheça o Empório Da Cerveja, um novo jeito de pedir cerveja: www.emporiodacerveja.com.br.

Promoção mantida e estreia do check-in para Sport x Atlético-PR

Sócios do Leão têm um dia exclusivo para garantir o ingresso


Promoção mantida e estreia do check-in para Sport x Atlético-PRFoto: Williams Aguiar/Sport Club do Recife

Depois de conquistar sua primeira vitória fora de casa, o Leão volta para o Recife com todo gás para manter a sequência de bons resultados. E, para isso, a torcida tem um papel fundamental nas arquibancadas, apoiando até o último minuto. Neste sábado (30), uma nova batalha será desenhada. Sport e Atlético-PR entram em campo às 18h30 e a torcida contará com promoção de ingressos para prestigiar o time! Além disso, os sócios ganham um dia exclusivo para garantir a entrada.

SÓCIOS-TORCEDORES
Os torcedores que se associaram ao plano sócio-torcedor já podem realizar o check-in para a partida diante do Atlético-PR. Funciona da seguinte forma: o sócio deverá realizar o check-in no site oficial ou nas bilheterias do Clube - iniciado um dia antes do início das vendas, nesta terça-feira (26). O check in fica disponível até a véspera do jogo nas bilheterias e on-line até meia-noite ou enquanto a capacidade do setor não for esgotada.
1º - O sócio acessa o site do Clube, clica em “Seja sócio” e é direcionado para a página de login.
2º - Ao fazer o login, o sistema verifica a qual categoria de sócio o usuário pertence. Então, é só escolher a opção de “check-in”.
3º - Nesta opção, é só confirmar o check-in, gerar o ingresso, imprimi-lo e acessar o estádio.

COMPRA ON-LINE
As vendas on-line começam nesta quarta-feira (27)! Para comprar virtualmente, os torcedores devem acessar o site http://sportdeverdade.com.br (sócios) ou http://futebolcard.com.br (público geral), que estarão funcionando até o dia da partida.

VISITANTE

Os visitantes também têm a sua disposição o site da FutebolCard para garantir seu ingresso, podendo comprar a partir desta quarta-feira. As bilheterias físicas para os torcedores do Atlético-PR abrem somente no dia da partida, das 11h às 19h45.


HORÁRIOS E PONTOS DE VENDA:
Quarta-feira (27), das 8h às 18h: vendas promocionais para os sócios, nas bilheterias da Ilha do Retiro.
Quinta-feira (28), das 8h às 18h: vendas promocionais para os sócios e público geral, nas bilheterias da Ilha do Retiro e nos demais pontos de venda (para público geral)*.
Sexta-feira (29) das 8h às 18h: vendas promocionais para o público geral e sócios nas bilheterias da Ilha do Retiro.
Sábado (30), das 11h até às 19h45: vendas para o público geral, sócios e visitantes nas bilheterias da Ilha do Retiro.
*Pontos de vendas: Carol Esportes Areias, Clube Oficial shopping Recife, Embaixada da Ilha dos shoppings RioMar e Tacaruna.


VALORES PARA COMPRA DE INGRESSO ANTECIPADO
Sociais:
Sócio: R$10,00

Arquibancada frontal:
Não sócio: R$20,00
Sócio: R$10,00

Arquibancada Sede:
Sócio: R$10,00
Não-sócio: R$ 15,00

Cadeiras de Ampliação:
Não sócio: R$40,00
Proprietário: R$20,00
Proprietário meia: R$10,00
Proprietário sócio: R$10,00
Sócio: R$20,00

Cadeiras Assento Especial:
Não sócio: R$40,00
Proprietário: R$20,00
Proprietário meia: R$10,00
Proprietário sócio: R$10,00
Sócio: R$20,00

Cadeira central:
Não sócio: R$60,00
Proprietário: R$30,00
Proprietário meia: R$15,00
Proprietário sócio: R$10,00
Sócio: R$30,00

Conselheiro:
Conselheiro: R$10,00
Conselheiro convidado: R$30,00

Camarote:
Proprietário: R$30,00
Proprietário sócio: R$10,00
Proprietário meia: R$15,00

Visitante:
Visitante: R$15,00


VALORES NO DIA DA PARTIDA:
Sociais:
Sócio: R$30,00

Arquibancada frontal:
Inteira: R$60,00
Meia: R$30,00
Sócio: R$30,00

Arquibancada Sede:
Sócio: R$20,00
Inteira: R$ 40,00
Meia: R$ 20,00

Cadeiras de Ampliação:
Não sócio: R$80,00
Proprietário: R$60,00
Proprietário meia: R$30,00
Proprietário sócio: R$30,00
Sócio: R$60,00

Cadeiras Assento Especial:
Não sócio: R$80,00
Proprietário: R$60,00
Proprietário meia: R$30,00
Proprietário sócio: R$30,00
Sócio: R$60,00

Cadeira central:
Não sócio: R$120,00
Proprietário: R$80,00
Proprietário meia: R$40,00
Proprietário sócio: R$30,00
Sócio: R$80,00

Conselheiro:
Conselheiro: R$30,00
Conselheiro convidado: R$60,00

Camarote:
Proprietário: R$80,00
Proprietário sócio: R$30,00
Proprietário meia: R$40,00

Visitante:
Visitante: R$40,00
Visitante meia: R$20,00

Empresas dividem espaço para economizar, no Recife

Gastos com aluguel, energia, água e segurança podem pesar no bolso. Parceria ajuda a economizar

Ana, Sthefany, Carol e Rodrigo dividem uma casa com negócios compatíveis, em Casa Amarela. / Foto: Casa 57/Divulgação
Ana, Sthefany, Carol e Rodrigo dividem uma casa com negócios compatíveis, em Casa Amarela.
Foto: Casa 57/Divulgação



Em um momento de recessão econômica, gastos com aluguel, energia, água e segurança , por exemplo, podem se tornar pesados para quem está começando um negócio. A solução encontrada para dar um fôlego às finanças e não desistir do sonho de empreender é compartilhar espaços com outras empresas. A parceria pode ajudar também a somar clientes. 

É dessa forma que o empresário Edson Cavalcante, 64 anos, conseguiu abrir o lava–jato Container Jato. Ele divide o espaço, na Estrada do Encanamento, em Casa Forte, com dois food trucks e duas food bikes. A expectativa é de que a parceria possibilite a economia de até 50% nas despesas fixas. "O valor do aluguel estava muito pesado, então decidi compartilhar o terreno. Eu e meu sócio colocamos um anúncio no site OLX e mais de 15 pessoas interessadas apareceram. Selev", afirma Edson.


Durante a semana, o lava–jato funciona até as 17h. Depois, os empresários do ramo de alimentação tomam conta da área.Nos fins de semana, ambos funcionam no mesmo horário, de 8h ao meio-dia. "O cara que vai lavar o carro compra o almoço ou o lanche com a gente. O Edson oferece uma boa estrutura física para mim, como área coberta e banheiro. Se estivesse sozinho, pagaria três vezes mais", avalia o dono do food truck de massas Saída de Emergência, Leandro Carvalho Leite, 26. 

A divisão das despesas é feita de acordo com a quantidade de recursos utilizado por cada um. Os food bike, por exemplo, pagam menos, já que não consomem energia. 

Segundo o professor de Cenários Econômicos da Faculdade Guararapes (FG), Tiago Monteiro, o exemplo do lava–jato é ideal. Quem estiver interessado em compartilhar deve visar a harmonia no ambiente. “Antes de tudo, é importante escolher empresas com atividades fins que combinem. O

utra preocupação necessária é a formalização. Cada empreeendimento deve ter um CNPJ, e os funcionários devem ser registrados adequadamente. Por último, é sempre bom escolher sócios que ajam com boa–fé. Senão, os problemas serão maiores”, finaliza.

EXPANSÃO

Dividir o espaço não significa que haverá limitações para os empreendedores. Muito pelo contrário. As empresárias Carol Dreyer, da loja Vitalina, e Sthefany Passos, da Tout, conseguiram crescer graças ao acordo. Elas dividem a casa de nº 57, na Rua Olímpio Tavares, em Casa Amarela, junto com Ana Cavalcante, da Gordinha – Doces e Sorrisos. Os produtos vendidos são das áreas de calçados, jóias e alimentos. 

Inicialmente, Carol Dreyer havia instalado o negócio em uma casa pequena e com movimentação fraca, na Tamarineira. Graças às parceiras, consegue se manter no novo estabelecimento. “Passei um ano na casa da Tamarineira, mas a demanda cresceu, passei a ofertar mais produtos e, consequentemente, o número de clientes também aumentou. Não queria uma loja em uma galeria, queria um local mais aconchegante, com cara de casa de vó. As outras empresas também têm esse perfil, o que casou certo", explica Carol Dreyer. 

Já Sthefany conseguiu implantar a primeira loja física da Tout. A empresária vendia pela internet e em pontos de venda, mas não tinha uma sede porque não tinha como arcar com os custos sozinha. "Ter um espaço físico faz toda a diferença, é uma extensão da loja virtual. O cliente pode ver na internet e, depois, passar na loja para experimentar e comprar. 

Se eu estivesse sozinha, pagaria de aluguel o equivalente ao que pago de aluguel, água, internet e segurança. Também foi bom porque consegui diversificar o público da Tout graças às minhas parceiras. Antes, recebia mais jovens. Agora, pessoas de todas as idades vem à Casa 57”, comemora. 

JC Economia

Obra recupera traços barrocos da Igreja da Misericórdia de Goiana

Igreja da Misericórdia pertence à Santa Casa de Goiana. A intervenção também contempla a recuperação do prédio do antigo hospital da irmandade

Fachada da Igreja da Misericórdia terá de volta o revestimento de marmorino do passado / Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem
Fachada da Igreja da Misericórdia terá de volta o revestimento de marmorino do passado
Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem

Cleide Alves


A Igreja da Misericórdia de Goiana, relíquia da arquitetura barroca do século 18, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, está trocando de roupa. A mudança teve início em março de 2016, quando uma obra de restauração começou a despir a edificação de pinturas indevidas, remendar portas esburacadas, consertar janelas quebradas e refazer os assoalhos e cobertas desgastados pelo uso.

Num trabalho artesanal, a remoção de camadas de tinta da cimalha (acabamento entre o teto e a parede) e das molduras do púlpito e dos balcões deixou aparente a cantaria de 1720, época da construção do templo católico. A pintura foi tirada com bisturi, manualmente, para não causar danos à pedra, diz Giulya Galindo, técnica em edificações da empresa LMA Empreendimentos, responsável pela obra.


A intervenção no conjunto arquitetônico irmandade – a igreja e o prédio anexo onde funcionava o hospital – é financiada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e será executada em duas etapas, até abril de 2018. “Assinamos um contrato com a instituição financeira no valor total de R$ 8,5 milhões”, declara Bosco Rabello, provedor da Santa Casa de Misericórdia de Goiana.

Na primeira fase são realizados serviços de recuperação da torre sineira, esquadrias, cantaria, pisos, coberta (incluindo o telhado do anexo), janelas, portas e instalações elétricas, além da pintura interna da igreja. A restauração da capela, do altar-mor e do piso de pedra da igreja está contemplada na segunda etapa, assim como a adaptação dos imóveis a outros usos.

“Vamos conciliar as atividades religiosas com salas para exposições, exibição de filmes e espetáculos de dança, teatro e música”, avisa Bosco Rabelo. O projeto, diz ele, prevê uma sala de cinema e um auditório multimídia no primeiro piso do anexo. E uma sala para exposições no andar térreo. O dinheiro para a compra dos equipamentos está assegurado pelo banco.

A nave central da igreja receberá as apresentações artísticas, aproveitando a boa acústica do prédio, destaca o provedor. “Para manter a qualidade, instalamos uma manta de lã de vidro na igreja e o mesmo será feito no anexo”, afirma. Uma das galerias laterais do templo será aproveitada como sala de pesquisa. Lá, os interessados encontrarão documentos do acervo de três séculos da Santa Casa, digitalizados.

Giulya informa que a primeira fase da obra está prevista para terminar em agosto. Porém, a liberação da verba para a segunda etapa está condicionada à remoção das barracas de feira que cercam a igreja e fecham o acesso de veículos ao prédio histórico, destaca Bosco Rabello. “A transferência dos feirantes para outra área está prevista para o fim deste ano (2016)”, diz ele.


Com 296 anos de construída, a Igreja da Misericórdia preserva a arquitetura de origem, acrescenta Bosco Rabello. “Só o altar, destruído num incêndio no século 19, está diferente porque foi refeito no estilo rococó”, comenta. “Descobrimos em toda a fachada e nas quatro faces da torre sineira um revestimento de marmorino que será recuperado”, diz o provedor.

O prédio integra um circuito de nove igrejas históricas de Goiana, representantes dos século 16 ao 19. Todas precisam de reparos. Sete delas ficam no Centro da cidade. “As igrejas eram divididas por classe social”, observa Bosco Rabello, citando como exemplo Nossa Senhora da Conceição, frequentada por pardos cativos, e Nossa Senhora do Amparo, dos pardos ricos.

“Goiana tem muita história para contar pelas igrejas”, observa Marcelo do Nascimento, que vende temperos na feira em volta da Misericórdia. “A cidade estava precisando dessa obra, vai ser bom para todo mundo, mas seria melhor ordenar as barracas aqui mesmo”, diz a feirante Luciana Miranda. O prédio está fechado para intervenções há cerca de quatro anos.

JC Online

Aeroporto do Recife eterniza história de casal com ensaio fotográfico

No último domingo (17/7), o Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes – Gilberto Freyre (PE) foi palco do ensaio fotográfico dos pernambucanos Deyzi Barbosa e Daniel Henrique, um dos casais ganhadores da promoção do Dia dos Namorados realizada pelo terminal recifense. Os dois foram fotografados em diversas áreas do aeroporto, como na pista de pousos e decolagens. A ação foi realizada em parceria com a empresa LumikPhotos.
      
Deyzi é estudante de biomedicina e Daniel, de Informática. Ambos têm 20 anos. O que há em comum entre os dois, além da idade? A paixão por aeroporto, aeronaves e fotografia. Foi assim, visitando o terminal como spotters, que há um ano e dois meses começou essa história de amor. Para ela, o aeroporto da capital pernambucana significa o ponto de encontro com o amor da vida. Para ele, representa o começo de tudo.

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Segundo o casal, mais conhecido como Mr. and Mrs. 36 - já que Daniel mora próximo à cabeceira 36 da pista e é de lá que eles fazem os registros das aeronaves que chegam ao aeroporto -, as fotos serão sinônimo de lembranças eternizadas. “Um álbum de fotografias desse dia, num ambiente tão importante, representa não só o nosso amor, mas uma série de mudanças boas para as nossas vidas. 

De fato, queremos que – no futuro – os nossos filhos vejam e conheçam a nossa história através dessas fotos. Não temos dúvidas de que esse momento é um dos mais marcantes para a gente”, afirmou a estudante.
      
A ação também foi um desafio e marcou o pessoal da Lumik. “Em alguns anos de fotografia, conhecemos várias histórias de casais do mundo inteiro e fotografamos em diversos lugares, mas a ação em conjunto com a Infraero nos proporcionou algo totalmente diferente do que estávamos acostumados. Não foi só a história, a ideia de fotografar na área operacional também nos forçou a sair da nossa zona de conforto, a repensar todos os nossos padrões. Afinal, só conhecíamos um lado do aeroporto, como passageiros”, destacou Janaina Nathalie, da LumikPhotos.

   Assessoria de Imprensa - Infraero

Festival E-Nation prepara o retorno ao Recife

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Um dos festivais pioneiros em música eletrônica no Recife, o E-Nation voltará a acontecer dia 4 de novembro. Para a volta, unirão forças as produtoras Act Group, Multiprod e ainda Paulo Guerra. 

Os detalhes de local, line e demais atrativos serão lançados em agosto em uma festa-apresentação à imprensa e formadores de opinião. O E-Nation construiu 11 anos de história e sua mais recente edição tinha ocorrido em 2013. 

A festa foi responsável pela vinda a Pernambuco de nomes como Dash Berlim, Kyau & Albert, Felguk, Danilo Ercole, Myon & Shane 54, Arnej e ate o vocalista do Above & Beyond, Richard Bedford.

Chef luso comanda Noite Portuguesa no Paiva Grill do Sheraton

Chef Fernando Fonseca

O chef português Fernando Fonseca, que pilota o restaurante Paiva Grill, no Sheraton Paiva, realiza sábado (30) uma noite portuguesa. 

Para o menu do jantar, ele promete açorda de bacalhau com ovo esfalfado, arroz de cordeiro à moda da Beira Baixa e caldeirada de frutos do mar (à moda do Algarve, com polvo, lula, camarão, pescada e mexilhão), entre outros clássicos do país homenageado. 

O cardápio será harmonizado com vinhos da Quinta Maria Izabel, do Douro.

Bar do Recife recebe prêmio por carta de cervejas

Bruno Catão, Fabio Catão e Julio Almeida - Crédito: Divulgação

Bruno Catão, Fabio Catão e Julio Almeida – Crédito: Divulgação

Julio Almeida e os irmãos Bruno e Fabio Catão estão comemorando que seu Beerdock foi escolhido pela revista Prazeres da Mesa como uma das melhores cartas de cerveja do Brasil. 

A casa, localizada na Madalena, tem menos de um ano de funcionamento, e conta com mais de 200 cervejas, entre rótulos nacionais e internacionais, além de 15 torneiras de chopp.

Adultos e crianças aproveitam primeiro dia do 'Domingo na Arena' em Pernambuco

Projeto conta com três polos de atividades e um de gastronomia.
Iniciativa acontecerá todos os domingos em que não houver jogos oficiais.

Domingo na Arena tem atividades para crianças e adultos (Foto: Camila Torres/ TV Globo)

Por apenas R$ 2 guia mostra áreas restritas do estádio  (Foto: Camila Torres/ TV Globo)

Os tradicionais jogos de futebol e eventos esportivos como o futebol americano saem um pouco de cena e dão espaço para atividades culturais e para boa gastronomia. Amigos e famílias aproveitaram o primeiro “Domingo na Arena”. Muita brincadeira ao ar livre e até tour pelo estádio marcam o novo projeto gratuito e com programação das 9h às 17h todos os domingos em que não houver jogos oficiais de futebol. De acordo com os organizadores, a iniciativa atraiu 10 mil pessoas.

Com tanto espaço, tudo acontece ao mesmo tempo. Existem os polos esportivo, cultural, de sustentabilidade e gastronômico. É só escolher o que fazer e se divertir. Com a desculpa de trazer as crianças, os adultos aproveitam junto.

No esportivo, ginástica, zumba, vôlei, basquete, futebol, tênis de mesa, pebolim, automodelismo, skate e patinação, ciclofaixa, bibicletário, além de escolinha de bike. Já o polo infantil, contação de histórias infantis, shows musicais para a criançada, pula-pula, cama elástica, tobogã, piscina de bolinha e paredão de escalada.


Domingo na Arena tem atividades para crianças e adultos (Foto: Camila Torres/ TV Globo)

Quadrilha Zé Matuto animou o dia de estréia
(Foto: Camila Torres/ TV Globo)

O Polo cultural teve apresentação de circo da companhia CircoTrindade, feira de artesanato, exposição de carros antigos e biblioteca truck. No Polo Sustentabilidade, distribuição de mudas de Pau-Brasil, feira de orgânicos e orientação de saúde. Garantindo energia para fazer tudo isso, o Polo Gastronômico conta diversas opções de food trucks.

O motorista Keyton Andrade adorou a ideia. Ele garante que voltará mais vezes para aproveitar o domingo. “Uma ótima iniciativa, vim pra passar o dia inteiro com a família e amigos”, contou.
As apresentações culturais completam a programação, que é de graça. Na primeira edição do projeto, os Batuqueiros do Silêncio foram para o palco. A banda é formada por surdos-mudos. A quadrilha Zé Matuto, de São Lourenço da Mata, também animou o público.  “Foi uma grande surpresa. Adorei”, soltou a promotora de vendar Roseclea da Silva.

Entre uma brincadeira e outra, há quem aproveita a chance para conhecer de perto o gramado e tirar fotos. Contudo, ainda dá para desbravar o local ainda mais de perto. Por apenas R$ 2, um guia mostra áreas restritas da arena, inclusive os vestiários.

Há ainda o Bike Tour, onde o público faz uma visita pelo estádio pedalando suas bicicletas. O preço dos ingressos custa R$ 5. É preciso agendar o Bike Tour pelo telefone (81) 3319.1919 ou pelo e-mail: atendimento@arena.pe.gov.br.


Do G1 PE

Burocracia na compra de automóveis por deficientes

Isenção de impostos em automóveis por pessoas com deficiência, mesmo garantida por lei federal, é verdadeira saga



Anderson steves
Wilson Paulo tenta dar entrada em um carro para o filho autista desde 2015

Apesar de ter completado 21 anos no último mês de fevereiro, a Lei Federal Nº 8.989, que garante isenção de impostos na compra de automóveis por pessoas com deficiência, tem proporcionado angústia aos beneficiados. O major do Corpo de Bombeiros, Wilson Paulo, pai de um garoto autista, deu início ao processo em julho do ano passado e ainda não tem o carro na garagem.

Ao procurar o Departamento Estadual de Trânsito (Detran), soube que só conseguiria realizar a perícia no mês seguinte, e que o laudo só sairia 30 dias após o exame. “Aí levei o laudo para um cartório para autenticar, passei na Receita Federal em outubro de 2015 e só recebi a autorização em março de 2016 para ter isenção do IPI (Imposto sobre Produto Industrializado)”, contou. Depois disso, a saga continuou com visitas à Secretaria da Fazenda de Pernambuco, para pedir isenção de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), e à concessionária e com o envio do laudo para a Secretaria da Fazenda de São Paulo, que deverá levar mais 30 dias para autorizar a isenção do ICMS de exportação.

Eu até brinquei na concessionária, dizendo que eu estava fazendo uma nova inscrição na Universidade Federal. Só faltou a assinatura de Jesus (Cristo) dizendo: ‘está tudo ok, pode vender para ele’. Mas ainda não está resolvido”, lamentou Wilson. Depois de referendado pelo órgão paulista, o laudo será encaminhado à montadora para produzir o veículo, que deverá demorar até 90 dias para chegar à loja. “Eu espero que até o Natal eu possa receber esse carro. A burocracia é muito grande e desestimulante. 

Além do desconhecimento da legislação. Parece que o Estado faz de tudo para que você desista no meio do caminho do processo”, reclamou.

A psicomédica do Detran-PE, Juliana Guimarães, explicou em entrevista à Rádio Folha FM 96,7 que o órgão estadual passou a receber a solicitação de perícia pela Internet, através do site www.detran.pe.gov.br, e que a espera foi reduzida para uma semana, com o laudo sendo dado em menos de 30 dias. De acordo com a legislação, a isenção pode ser concedida para o condutor e para o não condutor. Nesse caso, visa-se a aquisição de veículo para que terceiros transportem os beneficiários. Podem solicitar o benefício pessoas com deficiência visual, mental (considerada severa ou profunda) e física que incapacite membros superiores e inferiores, além de autistas. 

No âmbito da Receita Federal, são passíveis de isenção o IPI e o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) - no caso de financiamento -, e, no âmbito estadual, o ICMS e o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). Em caso de compra de carro usado, apenas é retirado o IPVA, já que os outros tributos já foram pagos no ato da primeira compra daquele carro.

Juliana Guimarães explica também que, depois de pegar o laudo, o requerente precisa solicitar à Receita Federal uma autorização de isenção, levá-la junto com o laudo para a concessionária para pegar orçamento e depois ir à Secretaria da Fazenda, para pedir isenção dos impostos estaduais, e, enfim, encomendar o automóvel na concessionária. Depois disso, o laudo é encaminhado para a Secretaria da Fazenda do estado onde está localizada a fábrica do carro requerido, para autorizar a montagem do carro com as possíveis adaptações e sem a incidência de ICMS.

Geraldo Lélis, da Folha de Pernambuco

BR-101: a rodovia da morte em Pernambuco


Trecho mais perigoso em quantidade de mortes fica na variante que a BR-101 faz de Pontezinha, no Cabo de Santo Agostinho. Fotos: Diego Nigro/JC Imagem
Trecho mais perigoso em quantidade de mortes fica na variante que a BR-101 faz de Pontezinha, no Cabo de Santo Agostinho. Fotos: Diego Nigro/JC Imagem

O contorno urbano que a BR-101 faz da Região Metropolitana do Recife, de fato, é um perigo. Dirigir na rodovia mais famosa do País significa correr risco acidente e morte. Os números mostram, mais uma vez, essa triste realidade. Além de permanentemente esburacada, mal sinalizada e cuidada, a rodovia coloca Pernambuco como o 6º Estado em número de mortes em rodovias federais do Brasil. Os dados fazem parte do Atlas da Acidentalidade no Transporte Brasileiro, lançado pelo Programa Volvo de Segurança no Trânsito (PVST) com base nas estatísticas da Polícia Rodoviária Federal (PRF) entre 2007 e 2015.
“O objetivo é fornecer informações que sirvam como ferramenta ao gerenciamento de riscos das viagens, contribuindo para que empresas de transporte realizem ações que contribuam com a redução do número de acidentes envolvendo caminhões e ônibus”,
Anaelse Oliveira, da Volvo

De forma geral, Pernambuco teve 5.077 acidentes que deixaram 3.364 feridos e 409 mortos em 2015. Os acidentes têm um alto índice de gravidade, com 80 mortos por cada mil ocorrências. Para se ter ideia, Minas Gerais, Estado campeão na quantidade de mortos em acidentes nas rodovias federais e com a maior malha rodoviária do País, com 961 vítimas fatais em 2015, teve um índice de gravidade de 62 mortos por mil acidentes.

Acesse o Atlas: www.atlasacidentesnotransporte.com.br

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E o trecho mais perigoso da BR-101 para os acidentes de trânsito com mortes tem 10 quilômetros e fica na chamada variante de Pontezinha, no Cabo de Santo Agostinho, no eixo Sul da rodovia no Grande Recife. Está compreendido entre os quilômetros 86 e 96 e é considerado um dos cinco piores do País em relação ao número de mortos. Foram 146 acidentes que resultaram em 178 feridos e 16 mortos no ano passado. O segundo pior trecho do Estado em número de mortes é entre os quilômetros 64 e 74 da BR-101, onde aconteceram 428 acidentes que deixaram 96 feridos e 7 mortos. O trecho citado começa nas imediações da Justiça Federal, no bairro do Jiquiá, e segue até a altura da Avenida Caxangá, na Iputinga.

Segundo trecho mais perigoso no Estado fica entre o Jiquiá e a Iputinga
Segundo trecho mais perigoso no Estado fica entre o Jiquiá e a Iputinga
“O objetivo é fornecer informações que sirvam como ferramenta ao gerenciamento de riscos das viagens, contribuindo para que empresas de transporte realizem ações que contribuam com a redução do número de acidentes envolvendo caminhões e ônibus”, destaca Anaelse Oliveira, coordenadora do Programa Volvo de Segurança no Trânsito.

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Os dados de Pernambuco apresentados no Atlas da Acidentalidade no Transporte Brasileiro não surpreenderam que vive a operação de trânsito no Estado. Marilene Malagodi, da Assessoria de Comunicação da PRF, confirma que a BR-101 é a rodovia que mais exige atenção da fiscalização. “É para ela, juntamente com a BR-232, que dirigimos nossa grande atenção. Principalmente porque a 101 tem um caráter muito urbano, cortando mais de cinco municípios da Região Metropolitana do Recife, com um grande volume de veículos pesados (caminhões e ônibus) e de pessoas realizando travessia. De todos os acidentes que temos no Estado, 60% acontecem na BR-101, 30% na BR-232 e os 10% restantes nas outras BRs que cortam o Estado”, diz.

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O levantamento também faz um detalhamento sobre os acidentes envolvendo veículos pesados, como caminhões e ônibus – produtos fabricados pela Volvo. Em Pernambuco, aconteceram 1.446 acidentes com caminhões, que deixaram 616 feridos e 123 mortos no Estado. Com ônibus, o número foi bem menor, até porque a frota também é mais reduzida. Foram 363 acidentes que resultaram em 245 feridos e 37 mortos.

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Os Estados com maior número de mortes em acidentes nas rodovias federais em 2015 foram Minas Gerais, com 961 mortos, seguido pela Bahia, com 641, Paraná, com 584, e Santa Catarina, com 461 mortos. Outra informação revelada pelo Atlas foi que o maior número de acidentes acontece entre 17h e 18h, porém, os mais fatais se dão na madrugada, entre 3h e 5h. Sexta e sábado são os dias com o maior número de acidentes, já aos sábados e domingos as colisões são mais letais.

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A principal causa de mortes nas rodovias federais do País no ano passado foi a falta de atenção, responsável por 1.203 mortes, seguida por excesso de velocidade, com 946, e ultrapassagem indevida, 592 mortes. No entanto, quando considerado o índice de gravidade, a causa mais letal foi a sonolência ao volante. Apesar do número de acidentes provocados por motoristas sonolentos na direção ser menor que a falta de atenção, quando eles acontecem, são mais letais, com um índice de gravidade de 5,9. Em segundo lugar, está a velocidade incompatível, com índice de gravidade 4,3, e, em terceiro lugar, empatados, estão dirigir sob efeito de álcool e defeito mecânico no veículo, com um índice de gravidade de 4,2.

De Olho no trânsito - JC

Políticas antifumo impactam cultura do tabaco no Brasil

Mais de 90% dos produtores de tabaco do Brasil estão na Região Sul e têm pequenas propriedades
Mais de 90% dos produtores de tabaco do Brasil estão na Região Sul e têm pequenas propriedades Divulgação/Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra)
O Brasil tem avançado no combate ao tabagismo. Dados de 2015 do Ministério da Saúde mostram que, nos últimos dez anos, o número de fumantes com mais de 18 anos de idade caiu 33,8%. A queda é motivo de comemoração já que, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), os custos para o sistema de saúde brasileiro com doenças causadas pelo fumo chegam a R$ 23 bilhões ao ano. No entanto, a luta contra os males do tabaco tem outra face. Para mais de 159 mil famílias, o produto é um meio de vida.

Mais de 90% dos agricultores que cultivam o tabaco, ingrediente de cigarros, charutos e afins, estão em propriedades na região Sul, o restante está no Nordeste. Segundo a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário, o tamanho médio das terras cultivadas por eles é 15 hectares – ou seja, são pequenos produtores. Considerada uma cultura lucrativa, o retorno médio chega a R$ 18 mil por hectare plantado de tabaco, segundo a secretaria.

Apesar da rentabilidade, o negócio do tabaco hoje dá menos dinheiro que em anos anteriores. Segundo a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), entre 2011 e 2015, o faturamento do setor deixou de crescer até começar a cair. Entre 2011 e 2012, o faturamento dos fumicultores aumentou 33,4%. De 2012 para 2013 a alta no rendimento foi de 9%; entre 2013 e 2014, o faturamento cresceu somente 1,15%; e entre 2014 e 2015, registrou queda de 19,6%.

Essa diminuição nos ganhos abrange o tabaco para consumo doméstico e exportação. A maior parte da produção brasileira – entre 85% e 87%  – é destinada a outros países. O Brasil é o segundo maior produtor do mundo, atrás da China e alternando a posição com a Índia. Mas dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) sinalizam que o tabaco está sendo menos buscado também a nível global.

Segundo a OMS, em 2010, os não fumantes a partir de 15 anos eram 3,9 bilhões de pessoas, cerca de 78% da população mundial nessa faixa etária. O organismo calcula que o número de pessoas que não consomem tabaco subirá para 5 bilhões, ou 81% da população projetada para 2025.

Políticas públicas

Apesar de não relacionar diretamente a queda no faturamento à redução do total de fumantes, o presidente da Afubra, Benício Werner reconhece que o número de agricultores trabalhando com tabaco está diminuindo e que foi preciso reduzir a área plantada para “uma adequação entre oferta e demanda”.

A redução da área plantada de tabaco, com substituição por outros cultivos, é estimulada pelo governo. As políticas públicas antitabagismo incluem ainda preço mínimo para o cigarro, que em maio foi reajustado para R$ 5, e uma alta carga tributária.
Segundo a Afubra, o percentual do faturamento abocanhado pela tributação passou de 56%, em 2011, para 65,2%, em 2015. O dirigente critica a política do preço mínimo e o aperto fiscal e diz que as medidas fortalecem os contrabandistas de cigarros. “Isso está prejudicando o cigarro legal em detrimento do ilegal.”

Ajuda aos produtores

O secretário especial de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário, José Ricardo Roseno, afirma que o governo ajuda as famílias que vivem das plantações de tabaco a trocarem o produto outras culturas. No entanto, segundo ele, o processo é demorado, porque mesmo com o consumo em queda, o tabaco assegura uma boa renda. Além disso, os agricultores já estão inseridos na cadeia produtiva do fumo e a articulação de cooperativas e compradores para outros produtos leva tempo.

“A cultura do tabaco tem mais de 100 anos. Há uma cadeia produtiva organizada que garante compra, custeio. Outras culturas, como pecuária de leite e corte, milho, feijão, arroz, dão uma certa rentabilidade, mas é preciso a organização de toda a cadeia produtiva. Por isso, a política [de auxílio] tem que acompanhar a realidade do agricultor”, afirma.

Segundo Roseno, entre 2015 e 2017, o governo terá investido R$ 53 milhões em assistência técnica e extensão rural. Segundo ele, atualmente, 30 mil famílias de fumicultores recebem esse tipo de orientação para que possam se dedicar a outras culturas. O secretário cita ainda recursos de crédito rural junto às prefeituras e o programa Mais Gestão, destinado a fortalecer o cooperativismo entre pequenos agricultores.

Como resultado de ações do tipo, segundo o secretário, a área plantada de tabaco caiu de 374 mil hectares para 308,2 mil hectares entre 2009 e 2015, uma redução de 17,6% em sete anos.

Crédito do Pronaf

Atualmente, a Secretaria de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário tenta reverter resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) que entrou em vigor em 1º de julho. A norma prevê que, para acessar o crédito do Programa Nacional da Agricultura Familiar (Pronaf), os fumicultores precisam comprovar que ao menos 30% da renda vem de outras culturas que não o tabaco. Na safra 2017-2018, o percentual subirá para a 40% e, na de 2018-2019, chegará a 50%.
Antes, o percentual exigido era 20%. A secretaria defende o retorno a esse patamar, sob o argumento de que a mudança prejudica os fumicultores. Segundo José Ricardo Roseno, um levantamento do órgão mostra que com a exigência de 30% de outras culturas, 70% dos agricultores familiares que cultivam fumo ficariam sem acesso ao Pronaf.

“O Pronaf não financia atividade do fumo, financia outras atividades. Então, o que vai acontecer, é que o plantador de tabaco que realmente quer diversificar as culturas não terá condições”, analisa Roseno. Segundo ele, a Secretaria de Desenvolvimento Agrário formalizou, no Ministério da Fazenda, proposta para cancelar a resolução. A expectativa é que o assunto seja discutido na próxima reunião co CMN.

Mariana Branco - Repórter da Agência Brasil
Edição: Luana Lourenço

domingo, 24 de julho de 2016

O PRIMEIRO HOTEL DA PRAIA DE BOA VIAGEM - Por Augusto Saboia

Construído nos anos no final dos anos 40 era uma joia arquitetônica na beira mar de Boa Viagem e junto da pracinha de Boa Viagem.

Lembro-me nos anos 60 quando minha tia vinha do Rio de Janeiro para o Recife e se hospedava no Hotel e nós íamos visita-la, era muito bonito, vintage com restaurante, bar, lojas de artesanato, boutiques, bares na beira mar em sua frente, como o Sarongue.

Depois nos anos 70 fomos morar em Boa Viagem bem pertinho do hotel no edf. Transatlântico que acabará de ser construído e frequentávamos a sorveteria Fri- Sabor e nos divertíamos muito.

Nos anos 80 era o tempo das boates no Recife e o Hotel ganhou um grande anexo que possuía 2 boates a Number One e a Champanhe, que eu ia com muita frequência e o Boa Viagem chegou ao seu auge.

Os anos 90 marcaram o começo do fim deste grande ícone que foi paulatinamente perdendo sua importância e os proprietários pararam de investir em sua manutenção e melhoria.

Daí foi um pulo para sua demolição e a construção de duas grandes torres de mais de 30 andares em seu lugar a partir dos anos 2000.

Fim de uma era, vida que segue, tudo se transforma e o que fica é a saudade dos bons momentos que passamos e podermos fazer parte da história da cidade.

Algumas fotos deste ícone da hotelaria do Recife:

Nos anos 50


Nos anos 60



Pracinha de Boa Viagem com o hotel



O anexo e o principal sendo demolidos nos anos 2000

O anexo e o principal sendo demolidos nos anos 2000





Hotel Central, o primeiro Arranha-céu do Recife - Por Augusto Saboia

Hotel Central

Construído nos anos 30 e simbolo da noite agitada do Recife, o Hotel Central que recebeu ilustres hospedes como Carmem Miranda, Getúlio Vargas e Orson Welles , Grande Otelo, Badú, o casal Maria e Paul Biró, integrantes do Trio de Ouro (Nilo Chagas, Dalva de Oliveira), Ary Cordovil, Reina Aurora Lincheta Hidalgo e Miguel Cruz Herra, entre outros.

No momento da inauguração, os anúncios de publicidade diziam que o hotel estava instalado no maior e mais elegante arranha-céus do norte do Brasil, prometendo luxo, conforto e distinção a seus hóspedes. O local pertenceu primeiramente à empresa G. Kyrillos & Cia, mas foi posteriormente vendido a Domingos Magalhães, também proprietário do Palace Hotel e do Hotel Alliança. 

Seus oito andares, sessenta quartos e mais de 1.900 m de área construída são recheados de história e elementos arquitetônicos bem conservados, em seu sétimo andar ocorriam grandes festas e banquetes oferecidos a alta sociedade pernambucana, e em seu último andar hóspedes e convidados visualizavam a cidade e os navios atracando no porto do Recife.

Não resta dúvida que o Hotel Central é uma peça importante no passado do Recife e ainda se mantem imponente já que o mesmo tem média de 60% de ocupação segundo Kerginaldo Magalhães Bastos um dos donos do imóvel.

Hoje é um prédio tombado e tem o objetivo de preservar bens de valor cultural,  arquitetônico, histórico, ambiental e também impedir sua destruição e descaracterização.

O mais antigo hotel do Recife localiza-se no Nº 209 da Av. Manoel Borba (antiga Rua da Intendência), o Hotel Central, construído pelo empresário grego Constatin Aristides Sfezzo, foi durante muito tempo, juntamente com o famoso Arranha-Céu da Pracinha, ambos com oito pavimentos, o mais alto edifício do Recife. Foi pioneiro também na construção de um elevador panorâmico.

Tanto o hotel Central como o Arranha-Céu da Pracinha foram construídos com a mesma planta pelo mesmo empresário. Abr. Isaac.

Arranha-céu da Pracinha