sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Pernambuco terá mais uma usina de geração solar

O empreendimento vai demandar um investimento de R$ 200 milhões e será instalado em Flores, no Sertão do Pajeú

Empresa  vai produzir energia a partir do sol em Flores. Serão usados painéis fotovoltaicos similares ao da foto / Igo Bione/JC Imagem

Empresa vai produzir energia a partir do sol em Flores. Serão usados painéis fotovoltaicos similares ao da foto

Igo Bione/JC Imagem

O Fundo JG Energia vai fazer um aporte de R$ 200 milhões numa usina de geração solar que vai se instalar em Flores, localizada no Sertão do Pajeú e a 394 km do Recife. Além do fundo, o empreendimento terá como acionistas as empresas pernambucanas Kroma Energia e Cone Suape. 

O empreendimento terá a capacidade instalada para gerar 52 megawatts (MW). “Isso é suficiente para o consumo de 60 mil casas naquela região que gasta em média 60 quilowatts-hora (kWh) por mês”, explica um dos acionistas do negócio, o presidente da Kroma Energia, Rodrigo Mello. 


“A nossa intenção é começar o investimento em abril próximo e finalizá-lo num prazo de um ano. A liberação dos recursos vai ocorrer de acordo com o cronograma financeiro da obra”, diz o gestor do Fundo JG Energia, Ricardo Ribas. Ele acrescenta que a empresa JG Capital de Gestão de Ativos – gestora do Fundo JG Energia – tem a perspectiva de investir R$ 1 bilhão em energia nos próximos três anos. Com sede na cidade de São Paulo, a companhia possui uma carteira de investimentos de R$ 3,1 bilhões, segundo Ribas.

Com o aporte dos recursos, as obras da usina solar devem começar em abril e serem finalizadas em 12 meses. Os painéis fotovoltaicos serão instalados em 100 hectares, o que corresponde a uma área do tamanho de 100 campos de futebol. O investimento total será de R$ 200 milhões. “A importância do empreendimento é imensa, porque Flores é muito carente e sobrevive só da agricultura”, diz a prefeita daquele município, Soraya Morioka (PR).

Será a segunda usina de geração solar em escala comercial em Pernambuco. A primeira foi o parque híbrido da Enel Green Power que tem uma capacidade instalada para gerar 11 MW de solar e 80 MW de eólica e foi inaugurado em setembro do ano passado em Tacaratu, a 514 km do Recife. 

Ambos os parques foram vencedores do primeiro leilão de energia solar realizado pelo governo do Estado em dezembro de 2013. Foram cinco empreendimentos que venceram o leilão. Até agora só um está implantado ( o da Enel Green Power). Depois que eles iniciarem a produção, a administração estadual vai garantir a compra da energia por 20 anos.


“A entrada em operação do empreendimento foi postergada por causa do cenário pessimista da economia do País, a alta do dólar, entre outros”, conta Rodrigo Mello. O atual parque solar resulta da soma dos parques da Kroma e do Cone Suape, também vencedores do leilão. 

Ainda entre os ganhadores, uma empresa foi desclassificada pelo governo do Estado e, a última, a companhia alemã Sowitec não informou ao governo do Estado o prazo de implantação, de acordo com a secretaria estadual de Desenvolvimento Econômico.

JC Economia

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