terça-feira, 22 de março de 2016

A Paixão de Cristo do Recife comemora 20 edições



A Paixão de Cristo do Recife comemora 20 edições consecutivas durante a temporada 2016 do espetáculo. Este ano, a encenação terá três sessões, começando na sexta-feira (25) e seguindo até o domingo de Páscoa (27), sempre a partir das 19h, na Praça do Marco Zero, no Bairro do Recife. A expectativa é que, a cada noite, até 30 mil pessoas acompanhem o espetáculo, que conta com a participação de 100 atores e 300 figurantes. Moradores da Região Metropolitana do Recife, do interior, e até de estados vizinhos, são atraídos pela qualidade e grandiosidade do espetáculo, apresentado gratuitamente.

“Estamos contando a história mais conhecida da humanidade, mas fazemos isso de forma que as pessoas ainda se emocionam, refletem sobre as próprias ações”, conta o autor, diretor e protagonista da peça, José Pimentel. Em 2016, Pimentel comemora 39 anos interpretando o papel de Jesus Cristo. “Dar vida a diferentes personagens é inerente ao meu ofício de ator. Mas são inegáveis a importância e a responsabilidade de interpretar o maior símbolo de amor que já tivemos”, comenta o ator. Aos 81 anos, Pimentel diz que, apesar do esforço físico e emocional exigidos pela encenação, sente-se renovado sempre que sobe ao palco. “A emoção do público, principalmente no momento da ressurreição, é contagiante. Enquanto eu sentir que posso fazer o papel, estarei no palco”, avisa.

Além de José Pimentel, o elenco da Paixão de Cristo do Recife inclui nomes consagrados do teatro pernambucano, como Reinaldo de Oliveira, que interpreta Herodes, e Renato Phaelante (Caifás), ambos do Teatro de Amadores de Pernambuco (TAP). Os principais personagens femininos ficam com Angélica Zenith, que vive Maria; e Gabriela Quental, Madalena. O ator Pedro Francisco de Souza é Pilatos e Ivo Barreto, Judas.

A história da vida, crucificação e ressurreição de Jesus foi adaptada por José Pimentel. “Fazemos um espetáculo grandioso, com elenco numeroso, vários palcos, efeitos especiais, luz e som. E, ao mesmo tempo, gratuito para o público. Isso é muito importante. A população do Recife e da Região Metropolitana, além dos turistas que estão na cidade, merecem uma montagem dessa importância, em praça pública”, reforça Pimentel.

Este ano, diante das dificuldades financeiras, não estão previstas mudanças na infraestrutura da peça. As cenas são apresentadas em nove cenários. Três plataformas de 20 metros de comprimento por 14m de largura, ligadas por uma passarela com dois planos, são montadas no Marco Zero e possibilitam que o público assista ao espetáculo sem precisar se deslocar. Os cenários são assinados por Octávio Catanho e os figurinos por Edilson Rygaard e Roberto Costa.

Na encenação, são utilizados equipamentos de som com moderna tecnologia digital, equipamentos de iluminação de ponta, canhões de luz e efeitos especiais. Um exemplo é o show pirotécnico, que ajuda a compor a intensidade do espetáculo em cenas como a aparição dos demônios e o terremoto, logo após a morte de Cristo. Na ascensão de Cristo, José Pimentel levita, coberto por nuvens de fumaça, a sete metros do chão. Só para a ressurreição são usados 40 quilos de gelo seco por apresentação.

A Paixão de Cristo do Recife conta com o patrocínio da Prefeitura do Recife e do Governo do Estado e com o apoio da Confederação Nacional da Indústria. O espetáculo, que era conhecido como a Paixão de Todos, foi criado em 1997. Durante cinco anos, a encenação aconteceu no estádio do Arruda. Depois, entre 2002 e 2005, ocupou o Marco Zero. Em 2006, por conta de reformas no Marco Zero, foi encenado em frente ao Forte do Brum e, desde 2007, retornou ao Marco Zero.


Assessoria de Imprensa

Nenhum comentário:

Postar um comentário