segunda-feira, 28 de março de 2016

Com Jardim do Baobá, Parque Capibaribe começa a sair do papel no Recife

Primeira etapa do novo parque da prefeitura será construída no entorno do baobá mais antigo do Recife

Jardim será construído em torno de baobá mais antigo do Recife, segundo a prefeitura / Imagem: Google Maps

Jardim será construído em torno de baobá mais antigo do Recife, segundo a prefeitura

Imagem: Google Maps

Paulo Veras

Projeto ambicioso de revitalização urbana no entorno do rio, o Parque Capibaribe começa a sair do papel nesta segunda-feira (28), quando a Prefeitura do Recife lança as obras de construção do Jardim do Baobá, no trecho de margem que fica entre as ruas Madre Loyola e Antônio Celso Uchoa Cavalcanti, por trás da Estação Ponte D'Uchoa. 

Prometido como pedra fundamental do parque, o jardim deve incluir a construção de um pier flutuante, brinquedos infantis e mesas para piqueniques, além de um espaço que busca levantar a reflexão entre o baobá e a história da cultura africana.

Orçado em R$ 1,5 milhão, o jardim será financiado em uma parceria com o Hospital Português, dentro do programa de revitalização de áreas verdes da PCR, e deve ser concluído em seis meses. A implantação do equipamento só foi possível após uma pressão do município para que os imóveis daquela área recuassem os seus muros em relação à margem do rio, abrindo espaço para o jardim.

“Esse é um espaço importante do ponto de vista histórico porque aquele é o maior e mais velho Baobá do Recife. Simbolicamente, o jardim vai devolver à cidade um espaço que foi tomado pelo privado”, afirmou a secretária de Meio Ambiente do Recife, Cida Pedrosa. “A gente precisava muito mostrar para o povo do Recife, que fica angustiado achando que o Parque Capibaribe não vai sair do papel, que ele vai sair sim”, disse.

Ainda este ano, a prefeitura espera começar a implantar um trecho ainda maior do projeto, na área onde seria feito o projeto da nova Avenida Beira-Rio, nas Graças. Ao invés das quatro faixas de automóveis, a promessa é de implantar jardins, praças, brinquedos, uma varanda e até uma passarela de acesso ao rio, no trecho onde há um imóvel tombado. 

Uma ciclovia e uma pista para pedestres também está incluída no projeto. A Beira-Rio deve ficar restrita a apenas uma faixa, que deve funcionar como uma Zona 30, igual à do Bairro do Recife.

Esse percurso das Graças, que tem cerca de um quilômetro, está orçado em R$ 28 milhões e a expectativa é que a licitação saia nas próximas semanas.

Como a prefeitura já havia garantido R$ 56 milhões para realizar a intervenção da Beira-Rio, a ideia é que o restante do dinheiro seja utilizado para começar também o trecho do parque que ligará o Jardim do Baobá até o Parque da Jaqueira.

O município também está negociando com a Faculdade Maurício de Nassau o trecho que liga a Ponte da Capunga até a Rua das Pernambucanas. Originalmente parte da nova Beira-Rio, o traçado seria feito pela faculdade como uma ação mitigadora pela construção de um edifício-garagem. A negociação é no sentido de que a instituição troque a compensação pela ajuda na implantação do Parque Capibaribe.

A ideia é unificar os quatro trechos, fazendo a primeira etapa do parque ir da ponte até a Jaqueira.

Na sua totalidade, o Parque Capibaribe é um projeto de 30 quilômetros de extensão ligando a Várzea à Boa Vista cortando 21 bairros do Recife. A proposta original, desenvolvida por técnicos da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), prevê a construção de 12 passarelas ligando as duas margens do rio, a instalação de mirantes para dar acesso ao curso d’água e a disposição de alamedas e ruas-parque ladeando o Capibaribe.

NE10

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