quarta-feira, 16 de março de 2016

Condomínios vão gerar mais energia com modificação na lei

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Anee) permitiu que os excedentes da energia produzida fossem compensadas nas contas dos apartamentos dos moradores de um prédio

Sócio gerente da Salviano Engenharia, Carlos Salviano, diz que o sistema de geração fotovoltaica traz um acréscimo de  25 quilos por metro quadrado de telhado / Bob Fabisak/ JC Imagem

Sócio gerente da Salviano Engenharia, Carlos Salviano, diz que o sistema de geração fotovoltaica traz um acréscimo de 25 quilos por metro quadrado de telhado

Bob Fabisak/ JC Imagem

Uma mudança que entrou em vigor, desde o último dia 1º, deve acelerar a implantação de sistemas de geração de energia produzidas a partir de placas fotovoltaicas (que usam a radiação solar como matéria-prima) principalmente nos telhados dos prédios. “A lei anterior estabelecia que a energia gerada por condomínios teria que ser gasta ou compensada apenas na conta de luz do condomínio, que incluía as áreas comuns do edifício resultando numa conta baixa. 

Depois da resolução 687 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o excedente que for produzido poderá ser compensado nas contas dos moradores dos apartamentos. Isso não era possível antes”, explica o presidente do Secovi-PE, Elísio Cruz Júnior.

“Essa mudança vai mexer bastante na geração de energia pelos condomínios”, acredita Elísio. São 10 mil condomínios na Região Metropolitana do Recife. 


Os sistemas de painéis fotovoltaicos começaram a ser instalados em 2013. Atualmente, são 82 em Pernambuco, sendo 48 implantados em 2015 e 23 nos três primeiros meses de 2016, segundo a gerente de Relacionamento da Celpe, Ana Flávia Câmara. 

Desse total, somente um foi implantado num condomínio, o do Edifício Engenho Apipucos, no bairro do Monteiro, na Zona Norte do Recife. Lá foi feito um investimento de cerca de R$ 300 mil para uma potência instalada de 32 kW. “A conta de energia reduziu em 60% depois que o sistema passou a produzir em agosto último”, diz o engenheiro eletricista, Erick Lira, morador do prédio.


O primeiro passo passo para instalar um sistema desse tipo no prédio é aprovação do empreendimento numa assembléia dos moradores também definindo como será bancado o investimento. O segundo é procurar uma empresa especializada para fazer o projeto técnico. “Vários aspectos são analisados antes de implantar um sistema desse tipo. 

Ele traz um acréscimo de 25 quilos por metro quadrado de telhado”, conta o sócio-gerente da Salviano Engenharia, Carlos Salviano. “No Recife, os telhados que estão voltados para o Norte têm a luz do sol o dia inteiro e isso traz um acréscimo de 15% a 20% a mais na geração de energia”, afirma.

JC Economia

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