sexta-feira, 4 de março de 2016

Culinária japonesa ganha novo endereço no Recife

Restaurante Nagai capricha nos detalhes e na delicadeza na hora de apresentar os insumos



Chef Silvio Nagai, responsável pela casa, passou cerca de 15 anos em terras japonesas. Fotos:Peu Ricardo/Esp. DP

A culinária japonesa tem inúmeras peculiaridades marcadas principalmente pela delicadeza e cuidado na hora de preparar seus alimentos. O esmero é tanto que se reflete em pratos tanto comuns quanto sofisticados e chega ao ponto que Tóquio, capital do Japão, é considerada uma das cidades com o maior número de estrelas no Guia Michelin (guia turístico que dá nota aos restaurantes ao redor do mundo). Um pouco desse cuidado pode ser experimentado nas mãos do sushiman Silvio Nagai, que voltou ao Brasil após uma temporada de 15 anos no país asiático para montar o restaurante familiar Nagai, no bairro de Setúbal, na Zona Sul do Recife.


"Mas o que é tradicional japonês?", indaga o sushiman, para em seguida afirmar que a preocupação nipônica está mesmo é na qualidade e no preparo dos insumos. "No sushi o arroz para mim é tudo. Muita gente acha que é somente o peixe, mas a qualidade do arroz é que faz a diferença", afirma. E faz. Ao pedir qualquer um das peças do cardápio seja os makis (com a alga enrolando o sushi por fora) ou os uramakis (com a alga por dentro do arroz) a leveza do grão torna mais fácil a ingestão do alimento, se espalhando facilmente pela boca. Ele também explica que não se pede a pela pela unidade, mas pela alga. "As algas tem todas o mesmo tamanho e pode dar até 12 peças. Você pode pedir um Teka maki - sushi de atum - (R) e pedir para vir em oito peças", conta.

Mas, ao contrário do que pode se pensar, o sushi não é prato que costuma frequentar as casas orientais. "Comemos muito na rua. O sushi é como uma comida fast food para os japoneses. Porque é rápida na hora de preparar e de consumir", conta Yasuhiro Mitsui, cônsul da sede da Embaixada do Japão, no Recife. Ele também explica que o que não pode mesmo faltar em uma refeição caseira são as Missoshiru (R$ 8), uma sopa feita de soja fermentada, com legumes e arroz, que servem de acompanhamento para sashimis (12 lâminas a partir de R$ 27) e alguma fritura, como Tempuras (R$ 46, oito unidades).

No caso do peixe cru, seja ele sushi ou sashimi, a dica do chef é comer assim que é servido "se esperar demais o peixe resseca e não fica o mesmo sabor", diz Silvio. Ele também oferece como cortesia aos seus clientes um couvert oriental, que é uma pequena tigela com atum cozido, costume nos restaurantes japoneses. "O cliente geralmente já escolhe o que vai pedir comendo", afirma.

SERVIÇO
Nagai
Onde: Rua Capitão Zuzinha, 60, Boa Viagem
Quando: das 19h às 22h
Informações: 3341-1285 

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