segunda-feira, 7 de março de 2016

Empresa Casa dos Ventos estuda novos empreendimentos em Pernambuco

Investimentos em energia eólica devem continuar crescendo

Empresa Casa dos Ventos planeja novos empreendimentos em Pernambuco e Piauí / Heudes Regis/JC Imagem

Empresa Casa dos Ventos planeja novos empreendimentos em Pernambuco e Piauí

Heudes Regis/JC Imagem

A empresa de origem cearense Casa dos Ventos começou a planejar a construção de mais um parque eólico na Chapada do Araripe, o Araripe IV, que terá uma parte instalada no Piauí e a outra em Pernambuco. “Estamos prospectando novas fronteiras e estudando o Nordeste inteiro”, diz o diretor de Projetos e Novos Negócios da companhia, Lucas Araripe. Atualmente, a Casa dos Ventos está entre as maiores players do setor no Brasil.


Outro projeto que está em fase de planejamento é o Santa Edite, em Caetés, a 252 km do Recife. “É difícil dizer o investimento. Ainda estamos avaliando o tamanho desse parque”, conta Lucas. E acrescenta: “A energia eólica tem tudo para continuar crescendo no Brasil. Os preços de produção são baixos. As jazidas brasileiras são de boa qualidade, sendo uma fonte complementar às hidrelétricas porque quando chove muito não há vento”.

E a crise? Por incrível que pareça, a empresa está capitalizada. Em janeiro último, vendeu dois parques eólicos por cerca de R$ 2 bilhões ao grupo Cubico Sustainable Investments que tem sede em Londres, na Inglaterra. Os parques vendidos foram o Ventos de Santa Brígida com a capacidade de gerar 182 megawatts (MW) instalado em Caetés e o Ventos do Araripe I em Simões, no Sudeste do Piauí com a capacidade de gerar 210 MW. 


Ainda de acordo com Lucas, mesmo com a redução do consumo de energia, o governo federal deve continuar contratando empreendimentos de energia eólica para os leilões de reserva. No setor elétrico, o governo organiza o leilão e o vencedor fica com a obrigação de construir o empreendimento para entregar a energia no tempo determinado. 

O leilão de reserva contrata a futura venda de energia para empreendimentos que produzem quando há algum problema, como por exemplo, pouca água nos reservatórios das hidrelétricas, como ocorreu entre 2012 e o início deste ano. 

A vantagem é que o último leilão de eólica comercializou energia a R$ 210 o megawatt-hora (MWh), enquanto algumas térmicas chegaram a vender a mesma quantidade de energia por até R$ 800 na crise recente do setor elétrico, o que deixou a conta mais cara para todos os brasileiros.

JC Economia

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