segunda-feira, 21 de março de 2016

Itália tem projeto de lei que incentiva comércio a doar alimentos não vendidos

Atualmente, a estimativa é de que a Itália desperdice anualmente 5,1 toneladas de alimentos.

Itália tem projeto de lei que incentiva comércio a doar alimentos não vendidos
As legislações atuais acabam dificultando a doação de alimentos. | Foto: iStock by Getty Images

Jogar fora alimentos em bom estado e que não foram comercializados é uma prática muito comum em todo o mundo. Mas, aos poucos este cenário tem mudado. A Itália deve ser a próxima nação a ter uma lei que obriga os estabelecimentos comerciais a doarem os alimentos em bom estado que não forem comercializados.

A proposta é semelhante a um projeto francês, que proíbe o descarte dos alimentos para evitar o desperdício. Em outras nações europeias, como a Dinamarca e o Reino Unido, projetos assim também estão sendo colocados em prática a partir de iniciativa do próprio comércio.

Atualmente, a estimativa é de que a Itália desperdice anualmente 5,1 toneladas de alimentos. Caso a lei seja aprovada, esta enorme quantidade de comida que hoje vai para o lixo pode ter um destino muito melhor. A proposta de lei já recebeu apoio bipartidário e deve chegar ao parlamento já na próxima semana, para, então, ser encaminhada à votação final no Senado.

As legislações atuais acabam dificultando a doação de alimentos neste formato. De acordo com as normas, todos os bares, restaurantes ou supermercado que quiser doar alimentos precisa apresentar uma declaração da intenção com antecedência.

O novo projeto de lei muda isso e ainda acrescenta o benefício de reduções fiscais aos estabelecimentos, consequente da redução no descarte de resíduos. A lei também altera regulamentações de segurança alimentar, permitindo que os alimentos sejam doados mesmo que tenham ultrapassado a data de validade, desde que ainda estejam dentro das condições adequadas para o consumo.

A proposta serve como solução para dois problemas. Ao mesmo tempo em que reduz a quantidade de alimentos descartados e desperdiçados por não poderem mais ser comercializados, ela proporciona comida a pessoas carentes.

Em declaração ao jornal La Repubblica, Mario Chiara, do partido Democrático italiano, explicou que a nova lei se trata de uma medida necessária para promover, facilitar e incentivar as doações. “Deve-se entender que os alimentos recuperados não são resíduos, mas, sim, boa comida”, esclareceu Chiara.

Redação CicloVivo

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