terça-feira, 15 de março de 2016

Nordeste terá seu primeiro laboratório de certificação de painéis fotovoltaicos

No local serão testadas e aferidas as placas fotovoltaicas que são importadas pelas empresas brasileiras para serem instaladas nas usinas de energia solar



O Nordeste terá seu primeiro laboratório de certificação de painéis fotovoltaicos. Trata-se de um projeto do Grupo Neoenergia capitaneado pela Coelba em parceria com a Universidade Federal da Bahia (Ufba) e a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia. No local serão testadas e aferidas as placas fotovoltaicas que são importadas pelas empresas brasileiras para serem instaladas nas usinas de energia solar. O investimento de R$ 4,3 milhões faz parte do programa de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) compartilhado entre as três distribuidoras do grupo (Coelba, Celpe e Cosern). Atualmente existem três laboratórios semelhantes no país, localizados na Universidade de São Paulo (USP), na Universidade Federal do Pará (UFPA) e na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

O laboratório está em construção no Parque Tecnológico da Bahia, em uma área de 600 metros quadrados. De acordo com o José Antônio Brito, gerente corporativo de P&D do Grupo Neoenergia, as obras físicas devem ser concluídas até junho. O próximo passo será a chegada dos equipamentos (câmaras de imagem e simuladores), que estão sendo importados dos Estados Unidos e da Europa. “O laboratório é o primeiro do Nordeste que vai fazer a certificação de equipamentos usados na geração de energia solar. O nosso intuito é disponibilizar um instrumento para a sociedade separar o bom fornecedor do mau fornecedor.”

Brito explica que o laboratório fará os testes e a certificação das placas fotovoltaicas, atestando se os equipamentos estão em conformidade com as diretrizes do Inmetro. A segunda etapa do projeto prevê a realização de testes e a certificação dos inversores, componentes responsáveis por fazer a conexão dos módulos solares com o sistema elétrico. Segundo ele, o funcionamento do laboratório no Nordeste é importante no momento de estímulo à inserção da energia solar na matriz energética brasileira. “Um equipamento como este instalado na região facilita muito do ponto de vista de logística.”

Empresa do setor de energia solar, a pernambucana Insole realiza os processos de certificação dos painéis fotovoltaicos na USP, em São Paulo. Ananias Gomes, diretor comercial da empresa, aposta na agilização do processo e na redução dos custos com transporte. Atualmente, a certificação de um sistema fotovoltaico dura em média três meses e custa em torno de R$ 10 mil. “Esta iniciativa amplia as possibilidades de certificação e aumenta a concorrência de players no mercado.” A certificação das placas solares é uma exigência da Aneel para garantir a qualidade dos equipamentos instalados nas usinas.

O investimento total do Grupo Neonergia em P&D soma R$ 24 milhões e envolve suas três distribuidoras. Segundo José Antônio Brito, o grupo foi selecionado pela Aneel para desenvolver o projeto de monitoramento da energia solar que entra no sistema interligado. A primeira parte do projeto de P&D Estratégico foi a instalação pela Celpe da usina solar na Arena Pernambuco, com a capacidade de geração de 1 MW. A segunda parte é a instalação do laboratório de certificação e de pesquisas em novas tecnologias tocado pela Coelba, na Bahia. 

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