segunda-feira, 28 de março de 2016

Pernambucano degusta cada vez mais cervejas artesanais

Os produtos especiais, importados e os industriais premium ocupam hoje 5% do mercado, com previsão de dobrar vendas



Diogo e André vislumbraram o potencial do mercado e investiram R$ 1,5 milhão na Ekäut Cervejaria Artesanal, em operação há três meses. Foto: Peu Ricardo/Especial para o DP

O mercado de cervejas está em expansão no Brasil e o Nordeste é um dos grandes responsáveis por este movimento. No total, foi registrado o aumento de participação na produção nacional de cerveja de 26,2% na região, enquanto no país foi de 14,3%, segundo pesquisa da Kantar Worldpanel. E não são apenas as grandes indústrias as responsáveis por este movimento. As chamadas cervejas especiais, que reúnem, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria da Cerveja, as artesanais, as importadas e as industriais de categoria premium, ocupam hoje 5% do mercado e têm previsão de dobrar o número de vendas nos próximos cinco anos. Pernambuco pega carona neste setor e já conta com oito empresas do tipo em operação. A expectativa é de que ao menos mais duas entrem em funcionamento até o final do ano. Das cervejas mande in Pernambuco tem Debron, Capunga, Acerva/PE, Estrada, Duvávlia, Pattlou e a APP Bebalocal.

Entre os negócios que já está em operação tem a Ekäut Cervejaria Artesanal (cujo nome faz referência ao pintor holandês Albert Eckhout). Funcionando há três meses na Guabiraba, a indústria conta com sete funcionários e representou investimento de R$ 1,5 milhão. “O mercado vem crescendo dois dígitos ao ano nos últimos sete anos no Brasil. Este é um mercado já consolidado no exterior. Com o aumento do poder de compra dos últimos anos, muitas pessoas passaram a viajar e a conhecer este mercado. Então há um potencial”, afirmou o sócio da empresa Diogo Chiaradia, que abriu o negócio junto com André Turton.

O local possui capacidade instalada de 14 mil litros por mês, com possibilidade de expansão de até 50 mil litros por mês. “Neste primeiro ano de atuação esperamos atingir a produção máxima. A partir daí, devemos crescer 25% ao ano”, contou Chiaradia. Hoje, a Ekäut conta com três tipos diferentes de cerveja. Neste primeiro momento, a marca é oferecida em forma de chope. “Com o chope, nosso raio de atuação é mais limitado. Por isso, estamos entrando com garrafas, que abrem um mercado potencial maior. Já recebemos demanda de Paraíba, Alagoas e Sergipe”, detalhou.

A logomarca da Babilon também circula entre os apreciadores de cervejas artesanal. A empresa é uma cervejaria cigana da Norbev (detentora da marca Frevo e da cerveja Bossa Nova, dentre outras), ou seja, usa as instalações da fábrica, localizada no Ibura, mas possui uma marca própria. Com pouco mais de três semanas do lançamento, a expectativa é de atingir, até maio, a marca de 20 mil litros ao mês.


Foto: Peu Ricardo/Especial para o DP

“Colocamos no mercado chope e garrafa, que foram o começo do negócio. Atuamos no estado, mas já estamos negociando empresas da Paraíba, Rio Grande do Norte e Alagoas. Por utilizarmos a estrutura de uma indústria de grande porte, nosso investimento foi reduzido e temos um potencial enorme de produção”, ressaltou o cervejeiro da Babilon, Filipe Magalhães. Segundo ele, os sócios Rafael Wanderley, Aurino Wanderley e SidneyWanderley, viram o mercado surgir e crescer no estado e não queriam perder a oportunidade. “Eu sou um cervejeiro caseiro há três anos e eles me convidaram para utilizar o espaço da indústria. Foi assim que o negócio surgiu.”

Por: Rochelli Dantas - Diario de Pernambuco

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