quinta-feira, 10 de março de 2016

Quando a saída está na terapia de casal

Trabalho auxilia parceiros a rever a relação e confrontar diferenças

Brigas, ressentimentos e a sensação de que a relação não está em seus melhores dias. Muitos casais passam por situações em que começam a repensar se é mais interessante continuarem juntos ou cada um seguir o próprio caminho. Para aqueles que ainda acreditam que é possível melhorar o relacionamento a dois, uma saída pode estar na terapia de casal, que tem sido um espaço cada vez mais relevante para os casais reverem a relação e confrontarem suas diferenças.
“É fundamental poder falar em um lugar protegido, com alguém que possa escutar as motivações inconscientes e as repetições familiares e intermediar os conflitos”, afirma a psicóloga Maria Helena de Barros, do CPPL. “Neste processo, cria-se a possibilidade do restabelecimento de acordos, a retomada de projetos e a constituição de novos pactos”, completa a profissional.
De acordo com a psicóloga, diferente de hoje, as relações de antigamente não chegavam a ser questionadas, mesmo que isso significasse a perda de uma vida que valesse a pena para o casal. “Hoje, as pessoas não se submetem a situações de desrespeito e conflito, o que é muito importante”, avalia. “No entanto, é necessário reconhecer que toda separação é extremamente dolorosa e tem repercussões para todos os componentes do grupo familiar, mesmo para aquele que decide pela separação”, explica Helena.
Daí a importância da terapia de casal, momento em que cada um dos envolvidos pode identificar sua implicância nas dificuldades existentes no dia a dia do casal e a possibilidade de mudança nos padrões estabelecidos. Maria Helena explica ainda que a terapia de casal também é relevante quando não existe mais a possibilidade de diálogo e as brigas, que fazem parte de qualquer relação, tornam-se a única forma de conversa. Ou seja: “Quando o desrespeito ao outro começa a se estabelecer como forma de relação cotidiana”, diz a profissional, que aponta alguns caminhos para tornar o relacionamento mais forte.
“Toda relação tem que ser continuamente construída. A cotidianidade exige maturidade para administrar conflitos e, apesar disto, deixar espaço para o lúdico, para o amor, para o sonho”, enumera a psicóloga. “Cada parceiro poder aceitar as diferenças do outro, respeitar os espaços individuais. Cada um pode manter sua criatividade pessoal e não ter que se submeter. Ao invés disso, estabelecerem acordos, respeitando os limites de cada um”, finaliza Maria Helena de Barros.
CLÍNICA COM CASAIS – A prática clínica com casais tem particularidades que exigem a construção de espaços de interlocuções permanente pelo terapeuta. Visando dar continuidade e aprofundar a formação fornecida junto a esses profissionais, o CPPL oferece um espaço clínico destinado ao acompanhamento de casos clínicos de casais com a supervisão da psicanalista e mestre em Psicologia Clínica pela Unicap Maria Helena Barros e do especialista em Psicologia em Terapia Familiar e de Casal Paulo Fernando. Os encontros ocorrem no auditório do CPPL, uma vez por mês, sempre das 20h às 22h. Outras informações podem ser obtidas por meio do telefone (81) 3423.5751.

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