sábado, 26 de março de 2016

Resort vai integrar o maior aeroporto da Coreia do Sul

Getty Images

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O governo da Coreia do Sul concedeu uma licença ao Mohegan Sun Group, um grupo norte-americano especializado em cassinos, para a construção de um resort integrado ao Aeroporto Internacional de Incheon, o maior do país e um dos mais movimentados do mundo.
O resort, que contará com um cassino somente para estrangeiros, será construído no portão norte do aeroporto em parceria com outras duas companhias nacionais. A operadora coreana de cassinos para estrangeiros, Paradise, já está construindo um resort na ala sul do terminal, em parceria com a companhia japonesa de videogames, Sega Sammy.

A escolha do grupo norte-americano não foi uma surpresa, ainda que os lucros de cassinos para estrangeiros tenham sofrido uma leve queda em função das casas de jogos chinesas que despontaram no país. “Estamos felizes de que o governo da Coreia do Sul esteja apostando economicamente no desenvolvimento do turismo no país”, disse Bobby Soper, autoridade em cassinos do Mohegan Group.


O projeto para o aeroporto de Incheon, batizado de Inspire, inclui 1.350 quartos de cinco e seis estrelas, espalhados por três torres. Um shopping center, um centro de cosméticos e tratamentos de beleza coreano, um parque temático da Paramount Studios e um cassino com 1.500 máquinas caça-níqueis e 250 mesas de jogos também farão parte do conglomerado.

Todas as instalações serão conectadas ao primeiro terminal privado do aeroporto. A previsão de investimento inicial está na casa de US$ 1,6 bilhão, mas pode chegar a US$ 5 bilhões, de acordo com a companhia.


A licença foi divulgada pelo governo da Coreia do Sul em junho de 2015 e o resultado, divulgado em novembro. A análise passou por 34 projetos, incluindo um da Galaxy Entertainment, responsável pelo cassino de Macau, e um do bilionário filipino, Enrique Bloomberry.

O Inspire foi o único projeto a atender a demanda do governo de um depósito de US$ 50 milhões e incluir entretenimentos à parte do cassino. A KCC, parceira nacional na construção, é dona de 25% do acordo e é experiente em construções desse porte. O terceiro parceiro é o próprio aeroporto de Incheon.

“Os parceiros dessa construção compartilham de um interesse em desenvolver o turismo na Coreia e complementar as respectivas responsabilidades e capacidades de cada um”, disse o diretor estratégico de marketing do Mohegan Group, Matthew Landry.

A Coreia do Sul mantém uma política de cassinos somente para estrangeiros, com exceção de uma unidade na cidade sede das Olimpíadas de Inverno de 2018, Kangwon Land. Por conta dessa regra, o mercado trabalha numa corda-bamba para investir em empreendimentos que tragam lucro dentro das normas estabelecidas.


Dois dos motivos foram o surto da síndrome respiratória do Oriente Médio (MERS) e a desaceleração da China, que provocaram a diminuição do fluxo de turistas no país no último ano. Os lucros da Paradise caíram 32% e do casino rival, Grand Korea Leisure, o prejuízo foi de 20%.

Mathew Landry, do Mohegan Group, acredita que esses novos empreendimentos possam trazer novos visitantes ao país. “Precisamos ainda, no entanto, ver se esses investimentos são mais lucrativos quando feitos individualmente ou em parcerias”, disse. Antes de a licença ser divulgada, 28 aplicantes já haviam desistido de seus projetos.


Forbes

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