segunda-feira, 28 de março de 2016

Startup promete voos comerciais supersônicos por R$ 19 mil

O bilionário Richard Branson e sua empresa, Virgin, anunciaram intenção de apoiar projeto da Boom para construir e testar uma nova aeronave supersônica

Projeto do avião da Boom (Foto: Divulgação)

O bilionário Richard Branson quer trazer de volta ao mercado voos comerciais supersônicos a um preço que os passageiros possam pagar. Na última semana, sua empresa, a Virgin, anunciou que ajudará a construir uma nova geração de jatos supersônicos. 

Segundo o jornal The Guardian, a Virgin tem planos de comprar 10 aeronaves para fazer voos de três horas e meia de duração entre Nova York e Londres (metade do tempo das aeronaves tradicionais). A responsável pela produção das aeronaves será uma startup norte-americana chamada Boom.

O parceiro de Branson para viabilizar a ideia é Blake Scholl, que é piloto e já trabalhou como executivo na Amazon. Ele é o fundador da Boom, que está construindo um protótipo da aeronave em um hangar no Colorado (EUA). O plano é revelado mais de uma década após o último voo do avião supersônico Concorde.

"A empresa foi fundada com a filosofia de que precisamos superar os desafios do voo supersônico para passageiros", diz a descrição da Boom em seu site. "Estamos fazendo uma aeronave supersônica acessível para viagens comerciais. Nosso objetivo é tornar o voo supersônico rotina para todo mundo." 

Segundo o Guardian, apesar de outras companhias como Boeing e Lockheed Martin estarem desenvolvendo novos jatos supersônicos, Scholl afirma que pretende ganhar do resto do mercado porque seu plano não requer nenhuma nova tecnologia que exige aprovação dos órgãos reguladores. Segundo a startup, o conhecimento de aerodinâmica, a fibra de carbono e as novas tecnologias aplicadas aos motores possibilitarão o desenvolvimento da aeronave.

A expectativa é que um voo custe US$ 5 mil (cerca de R$ 19 mil), o equivalente nos Estados Unidos a uma passagem de classe executiva. A equipe quer construir e testar um protótipo até o final de 2017, com a promessa de realizar voos comerciam nos próximos anos.

O fundador da startup afirma que a demanda de viagens internacionais é tão grande que o mercado de voos supersônicos pode chegar a US$ 100 bilhões. As rotas nas quais ele pretende se concentrar inicialmente são Londres-Nova York, São Francisco-Tóqui e Los Angeles-Sydney.

Por enquanto, Scholl diz ter conseguido US$ 2 milhões de investimento, a maior parte de bilionários do Vale do Silício, mas ele afirma que há mais pessoas interessadas no negócio.

POR ÉPOCA NEGÓCIOS ONLINE

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