quinta-feira, 14 de abril de 2016

A Vale busca mais 210 engenheiros e técnicos. Veja o perfil





São Paulo – O projeto S11D da Vale está movimentando a área de engenharia de minas no Brasil. Com expectativa de começar a produção de minério de ferro no segundo semestre, a empresa está recrutando centenas de engenheiros e técnicos especializados para trabalhar em Canaã dos Carajás, no interior do Pará.

No início do mês passado, a empresa já havia aberto 180 oportunidades profissionais para este que é o maior projeto de mineração de ferro da sua história. Todas já foram preenchidas ou mapeadas. Agora, a Vale se prepara para contratar mais 210 profissionais de engenharia e técnicos e outros 210 profissionais de nível médio, até o fim deste ano. Interessados devem ficar de olho no site da Vale.

Entre as vagas especializadas há para engenheiros na área de manutenção, operação e planejamento, supervisores de manutenção e técnicos de automação, manutenção, elétrica, de minas e geologia. Há ainda uma oportunidade para médico do trabalho. Todos os cargos, segundo a Vale, são para profissionais com experiência em mineração.

Perfil dos profissionais que a Vale quer

“Engenharias de minas, mecânica e elétrica são as que concentram o maior número de perfis profissionais que buscamos especificamente para o S11D, ainda que a Vale também precise de engenheiros de produção e, em alguns de seus negócios, haja também necessidade de engenheiros civis”, diz Vera Martins, gerente de recursos humanos para o Sistema Norte da Vale.

Para os engenheiros, há oportunidades de nível pleno que exigem pelo menos três anos de experiência em mineração ou áreas similares - como a siderurgia por exemplo - e de nível sênior, cuja vivência prévia na área precisa ser superior a cinco anos.

Os cargos de supervisão podem exigir ou não formação superior, dependendo da área. No caso do supervisor de manutenção corretiva e preventiva, segundo Vera, o diploma superior não é mandatório. “É uma carreira técnica”, diz. Para os profissionais técnicos especializados não há exigência de diploma universitário, bastando a formação técnica na área de atuação e a experiência profissional.

O processo de recrutamento tem sido um desafio, segundo a gerente de RH. “Recebo muitos currículos, mas, é fato, que não há muitos profissionais formados na área de mineração, tanto engenheiros quanto técnicos”, diz ela.

Candidatos que demonstram, além de suas realizações, foco em questões de saúde, segurança e meio ambiente são os que se destacam. “Buscamos profissionais com percepção de risco bastante aguçada porque isso é um valor para a Vale”, diz Vera. Comportamento colaborativo e interesse por inovação também são aspectos importantes analisados durante a seleção.

“O grande atrativo é a oportunidade de participar de um projeto que fará história não só no Brasil como no mundo”, diz Vera. É que o S11D traz aspectos inéditos para a mineração de ferro mundial como o uso de correias transportadoras de minério de ferro da mina para a usina, em vez de caminhões. “ É a primeira vez que isso é feito em mineração de ferro, o exemplo que temos no mundo é com carvão”, diz Vera.

O processamento do ferro também traz uma inovação essencial ao meio ambiente: é feito a partir de umidade natural e não com o uso de água. Ou seja, não há barragem e, portanto, não há risco de desastre das proporções do causado pela Samarco - mineradora controlada por joint-venture entre a Vale e a BHP Billiton - em Mariana (MG).

“Para mim, é um projeto de vida”, diz supervisor da Vale que já trabalha no S11D
Os salários , de acordo com a Vale, são compatíveis com a remuneração praticada por empresas de grande porte e, no caso, dos engenheiros está dentro do estabelecido pelo CREA (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia). Mas a oportunidade de desenvolvimento de carreira fala mais alto, segundo um funcionário do S11D que conversou com EXAME.com.

“Quando recebi o convite para participar da seleção, não pensei duas vezes. Mais do que um desafio profissional, para mim é um projeto de vida”, diz o supervisor de manutenção corretiva do S11D, Gutemberg Araújo. De acordo com ele, o tamanho do projeto impressiona. “Quando eu cheguei, me senti uma criança em um parque de diversões gigante por conta do tamanho dos equipamentos”, diz.

Com formação técnica em mecânica e diploma superior em administração de empresas, Gutemberg veio de Minas Gerais e pretende fincar os pés de vez no Pará. “A cidade me acolheu muito bem”, diz ele que voltou para a Vale, depois de uma passagem pela Anglo American para trabalhar em Conceição do Mato Dentro (MG) na construção do maior mineroduto do mundo, o Minas-Rio.

Gostar de morar em uma cidade pequena, aliás é um dos pontos que Vera Martins, do RH da Vale, cita como essenciais para interessados em fazer parte da equipe do S11D. “Geralmente quem é da área de mineração já está acostumado a morar em regiões mais remotas, mas não custa reforçar. Não adianta ficar pensando em cidade grande”, diz. Canaã dos Carajás tem pouco mais de 30 mil habitantes.

O processo seletivo, segundo Araújo, foi longo, de novembro de 2014 a maio de 2015. “Disputei a vaga com candidatos que tinham perfil parecido”, diz Gutemberg. Em sua carreira, ele reúne 18 anos de experiência no trabalho com correias transportadoras, justamente uma das inovações do S11D.

Encontrar pessoas de todos os cantos do Brasil e conviver com funcionários da Vale com experiência em projetos da empresa em Moçambique, por exemplo, tem sido enriquecedor, segundo Gutemberg. “Convivo com gente de todo o país, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande do Norte, e essas pessoas me passam lições de vida”, diz Gutemberg.
Sua dica aos interessados em trabalhar no S11D? “Venham, mas que venham de corpo e alma, não adianta vir só de corpo e deixar a alma na cidade de origem”, diz ele que faz questão de conversar com sua família todos os dias por telefone. “É um jeito de matar a saudade”, diz.

Exame

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