terça-feira, 19 de abril de 2016

Bibliotecas do Recife à espera de parceiros da iniciativa privada

Gestão municipal convoca empresários para se engajarem no estímulo à leitura

Reforma da Biblioteca de Afogados custou R$ 1,5 milhão. Espaço ficou fechado um ano. / Foto: Alexandre Gondim/ JC Imagem

Reforma da Biblioteca de Afogados custou R$ 1,5 milhão. Espaço ficou fechado um ano.

Foto: Alexandre Gondim/ JC Imagem

Depois de reformar duas bibliotecas municipais (Casa Amarela e Afogados), implantar uma nova (no Compaz do Alto de Santa Terezinha) e com outra sendo construída (no Compaz do Cordeiro), a Secretaria de Segurança Urbana do Recife, responsável pelos espaços, busca parcerias para incrementá-las. Empresas que queiram contribuir com ajuda financeira, doação de livros novos ou cedendo profissionais para atuarem nos equipamentos são bem-vindas, diz o secretário Murilo Cavalcanti.

“Não queremos que as bibliotecas sejam só espaços de leitura. Queremos que sejam lugares capazes de transformar as pessoas, que envolvam as comunidades do entorno. Uma empresa já demonstrou interesse em ser a madrinha da biblioteca do Compaz do Alto de Santa Terezinha. A Fundação Bernard Van Leer, da Holanda, vai doar 500 mil euros. Quanto mais parceiros, melhor”, afirmou Murilo Cavalcanti, ontem de manhã, durante a reabertura da Biblioteca Popular de Afogados, que funcionará, inicialmente, de segunda à sexta-feira, durante o dia. Mas Murilo informou que a pretensão é em breve abri-la nos finais de semana.

Ao criar uma rede de bibliotecas pela paz, a gestão municipal espera reduzir os índices de violência principalmente entre os jovens. O espaço de Afogados voltou a funcionar após ficar fechado por um ano para reforma. A requalificação custou R$ 1,5 milhão. O acervo ganhou 4 mil novos livros, que se juntaram aos 8 mil já existentes. A biblioteca agora está climatizada, acabando com uma das frequentes queixas dos usuários que era o calor na sala de leitura. Rede wi-fi e 12 computadores conectados à internet e com acesso gratuito para população e auditório são outros serviços disponibilizados. 


Além de manter programação cultural e educativa para o público em geral, a Biblioteca de Afogados fará uma parceria com as escolas públicas que ficam próximas ao espaço. A ideia é desenvolver atividades articuladas aos projetos pedagógicos das unidades de ensino. Inicialmente foram convidadas as Escolas Municipal Vila São Miguel e Estadual Amauri de Medeiros. Os alunos dessas unidades de ensino, inclusive, responderam questionários que ajudaram a Secretaria de Segurança Urbana a decidir que títulos comprar para o acervo de livros. Exemplares da coleção Harry Potter e o Senhor dos Anéis estavam entre os mais pedidos dos estudantes.

“Houve uma requalificação completa da Biblioteca de Afogados. Já tínhamos entregue a de Casa Amarela (na semana passada) e a do Compaz do Alto Santa Terezinha. Esperamos ainda este semestre inaugurar a do Compaz do Cordeiro. Geograficamente espalhadas pela cidade, essas bibliotecas criam oportunidades para crianças, jovens e adultos, como espaços de leitura e de conhecimento”, destacou o prefeito do Recife, Geraldo Júlio. Ele garantiu que haverá gestão compartilhada nas bibliotecas de Afogados e de Casa Amarela.

TRANSPORTE - Para facilitar o deslocamento dos alunos até as bibliotecas, a Secretaria de Segurança Urbana vai disponibilizar uma van. O secretário executivo da pasta, Eduardo Machado, informou que a previsão é que o veículo seja usado em média duas vezes por semana por cada equipamento. No Compaz do Alto Santa Terezinha não é necessário porque as oito escolas parceiras (três estaduais e cinco municipais) ficam próximas dos espaços de leitura.


JC Cidades

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