sábado, 9 de abril de 2016

Construção de malls desafiam a crise

Arthur Mota/Arquivo Folha
Região Nordeste se destaca no cenário de shoppings

Mesmo com a grave crise econômica no Brasil, o setor de shopping center continua sendo uma aposta. Estão previstos, para 2017, em Pernambuco, quatro novos centros de compras, sendo um na capital. A previsão da Associação Brasileira de Shopping Center (Abrasce) é que os lançamentos gerem mais de 15 mil vagas de emprego e sejam investidos R$ 2,17 bilhões.


Estão na lista o Shopping Metropolitano, Patteo Olinda, Petrolina Shopping e o Camará Shopping. Além do Garanhuns Garden, previsto para 2018. “Os prazos para a construção de um shopping são longos. Os investidores começam com a esperança que o cenário mude”, explicou a superintendente da Abrasce, Adriana Colloca.

Atualmente, Pernambuco abriga 15 malls, que empregam 43 mil trabalhadores. O segmento fechou o ano de 2015 com um faturamento de R$ 5,7 bilhões e crescimento de 6% em relação a 2014. Segundo a, os centros de compra no Estado receberam 17,6 milhões de visitas por mês no ano passado e geraram 44 mil empregos, sendo aproximadamente 23 mil apenas no Recife.

O Nordeste não decepciona: aparece como a segunda região em destaque no setor, atrás do Sudeste. São 81 shoppings operando, gerando 200 mil empregos, com um total de R$ 25,8 bilhões de faturamento em 2015. Para a região nordestina, estão previstos nove lançamentos até o fim deste ano.

Inovação

“Para se reinventar, os shoppings estão deixando de ser somente uma opção de passeio nos fins de semanas, estão mudando seus conceitos e quebrando paradigmas para ser o ponto que reúne vários tipos de atrativos”, disse o presidente da Associação Pernambucana de Shopping Center (Aspesc), Paulo Carneiro.

Por exemplo, quando os shoppings começaram a chegar, ofereciam só lojas. Com o tempo, vieram cinemas, teatros, consultórios médicos e até praças de food trucks. Na opinião de Carneiro, a tendência é que os centros continuem se integrando mais para facilitar a vida do consumidor.
Há contratempos, porém. Na Zona Oeste do Recife, por exemplo, há um enorme terreno entre os bairros de San Martin e Jardim São Paulo, onde havia sido anunciado um empreendimento do tipo, mas que não se concretizou ainda. Carneiro justifica esse tipo de situação como questão de “paciência”. Ou seja, às vezes é preciso aguardar um pouco a economia melhorar.

da Folha de Pernambuco

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