terça-feira, 19 de abril de 2016

Corredor Norte-Sul do Recife: faltam duas estações

No próximo mês, o Estado inaugura equipamento do Complexo de Salgadinho e mais duas passarelas

Folha de Pernambuco

Espaço para embarque e desembarque em Olinda deve começar a funcionar no próximo mês, beneficiando 150 mil usuários

O Governo reforçou prazos para a conclusão de obras de mobilidade na Região Metropolitana do Recife. A estação Complexo de Salgadinho, em Olinda, que integra o corredor Norte-Sul, deve começar a funcionar no próximo mês, beneficiando cerca de 150 mil usuários. O mesmo panorama se estende a duas passarelas para pedestres na rodovia PE-15, principal artéria do percurso.


Os anúncios foram feitos, nesta segunda (18), durante encontro promovido pelo Grupo de Líderes Empresarias de Pernambuco (Lide-PE). Entre as promessas para o mês de maio também está o Terminal Integrado de Abreu e Lima, construído ao custo de R$ 15,5 milhões. Os demais projetos, ainda não iniciados, dependem de aprovações e recursos, seguindo sem datas estabelecidas. 

“Em 2015, priorizamos áreas que não podiam parar. Diante disso, Pernambuco se preparou para enfrentar novos desafios. Agora, daremos andamento a equipamentos vitais, capazes de melhorar a vida das pessoas”, explicou o governador Paulo Câmara. Segundo o gestor, a expectativa é de interligar eixos do transporte público, desafogando o trânsito e permitindo a operação de mais linhas de ônibus.

“O objetivo é de que a partir daí possamos pensar em outras estratégias”, avaliou Câmara. A informação é de que as demais obras dependem de licenças ambientais, revisão de projetos e realocação de redes de alta tensão. Os trabalhos não saem mais do papel neste ano, com estimativa de conclusão para o segundo semestre de 2017.

No corredor Norte-Sul, 24 das 26 estações previstas já se encontram em funcionamento. A plataforma São Francisco de Assis, na altura do bairro de Torres Galvão, em Paulista, está entre as que seguem paradas. O mesmo acontece com a passarela que possibilitaria o embarque e desembarque dos passageiros.

“Ainda temos que seguir a pé na ida e volta do trabalho. À noite, este percurso é bastante inseguro”, lamentou o professor Eduardo Souza, 45 anos, que aguarda com ansiedade pela operação. O elevado na estação Peixe Agulha, em Ouro Preto, também espera por continuidade.

Já no Leste-Oeste, 27 estações estão programadas, mas apenas 15 em operação. A causa do atraso, conforme a Secretaria das Cidades, foi a rescisão de contrato com a construtora Mendes Júnior. O trabalho de reavaliação dos prejuízos, com custo de R$ 350 mil, deve terminar neste mês.

A previsão é de que uma nova licitação seja aberta até maio. Os terminais 3 e 4 da Perimetral, o de Santa Luzia e Joana Bezerra, também aguardam por conclusão.

Marcílio Albuquerque, da Folha de Pernambuco

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