quinta-feira, 28 de abril de 2016

INSTINTO DEPREDADOR E CRIMINOSO DO RECIFENSE - Por Augusto Saboia





Os ecos dos graves acontecimentos registrados dois anos atrás em Abreu e Lima e em outras áreas do cidade estavam presentes no dia de ontem em toda a Região Metropolitana do Recife, só a possibilidade de greve da Polícia Militar já foi o suficiente para provocar inícios de arrastões e depredações.

O medo entranhado nos cidadãos de bem já foi o suficiente para fechamento de lojas, esvaziamento de ruas, shoppings, ameaças de paralisação de escolas, faculdades e toda a cidade refém dos fantasmas de fatos e atos ocorridos num passado recente.

E triste saber que o Povo de minha cidade é incontrolável quando o serviço de segurança entra em greve, os instintos criminosos parecem que tomam conta de pessoas que normalmente não fariam tal ação, como ocorreu em Abreu e Lima que foi marco terrível de nossa história, onde pessoas de todas as classes sociais, educacionais, idades se tornaram uma horda de vândalos invadindo lojas, roubando a luz do dia sem o mínimo pudor e sentimento de culpa. 

Mas isso acontece quase todo dia, quando ocorre um acidente onde um caminhão tomba e tem sua carga saqueada na mesma hora, a destruição diária de nosso patrimônio público, a sujeira endêmica da cidade, o fechamento diário de nossas ruas e avenidas por motivos normalmente banais só para atrapalhar a vida das pessoas.

Vivemos numa sociedade cada vez mais criminosa onde o mau sempre vence e sai rindo daqueles que procuram viver a vida dignamente, onde o ter se tornou a coisa mais importante, custe o que custar.

O pior é que o exemplo vem de cima, os maiores criminosos são aqueles que nos governam, grandes empresários, pessoas que tem educação, que fazem tudo para se dar bem, ficarem cada vez mais ricos e a população que se vire. 

O reflexo é o povo se achar no direito de poder tudo, até virarem criminosos a cada greve dos nossos órgãos de segurança.

Esse é o Brasil real, muito triste e sem solução enquanto o mau for o exemplo normalmente a ser seguido, ter tudo fácil, rápido levando vantagem em tudo.

Nunca a Lei do coitado do Gerson esteve tão presente em nossa sociedade e vai continuar ainda por um longo tempo.

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