quinta-feira, 14 de abril de 2016

Instituto de Sean Parker doa US$ 250 milhões para pesquisas sobre o câncer

Getty Images

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O Instituto Parker acaba de doar US$ 250 milhões para um projeto que quer acelerar a descoberta de remédios para o combate do câncer.

Sean Parker, cofundador do Napster e o primeiro presidente do Facebook, se uniu a outros seis centros de pesquisa, dúzias de indústrias farmacêuticas e outros grupos para financiar o estudo coordenado por acadêmicos.

“Todos sabem que precisamos ir em frente para mudar o modelo de pesquisa do câncer”, disse Jeffrey Bluestone, pesquisador imunologista e CEO do Instituto. “O objetivo é transformar rapidamente nossas descobertas em patentes.”

Há décadas que as indústrias farmacêuticas protegem seus estudos atrás de leis e patentes. Já alguns pesquisadores acadêmicos guardam seus progressos para si até conseguirem uma promoção, prêmios ou até mesmo patentes para produzir os medicamentos, atitudes que têm atrasado os avanços contra a doença.


Com o crescente custo e complexidade das pesquisas, os farmacêuticos começaram a comprar patentes e programas de pesquisa de universitários, e até a colaborar com indústrias concorrentes para baratear os gastos e acelerar os processos.

O Instituo Parker, fundado há nove meses, leva essa tendência a um outro nível, criando uma comunidade na qual diferentes instituições e cientistas podem trabalhar colaborativamente.

Cerca de 300 pesquisadores de importantes instituições que estudam o câncer participam do projeto, como a Universidade da Califórnia, a Universidade da Pensilvânia e o Memorial Sloan Kettering Cancer Center.

Depois de testes iniciais em pacientes, um comitê do Instituto irá eleger as indústrias farmacêuticas aptas a produzir os remédios. Esses produtores serão desde gigantes como a Amgen Inc. e Pfizer até pequenos desenvolvedores de diagnósticos e remédios.


Parker trabalhou com centenas de cientistas para criar um mapa do trabalho do instituto, para saber investir primeiro e como fazê-lo. “Faremos progressos contra três ou quatro tipos de câncer nos próximos anos”, disse.

Ele falou ainda que para ser mais efetiva, a imunoterapia deve se tornar um tratamento inicial. Hoje em dia, é geralmente indicado para pacientes que já passaram pela quimioterapia ou outros tratamentos que enfraquecem o sistema imunológico.

Cientistas já tentaram estratégias menos sofisticadas para usar o sistema imunológico contra o câncer, segundo Eric Rubin, chefe de uma pesquisa de desenvolvimento de remédios na Merck & Co. 

Foram precisos avanços recentes em biologia celular e genética para que algum progresso acontecesse. Hoje, graças a essas pesquisas, existe uma gama de remédios imunoterápicos que estendem as vidas de pacientes com câncer de pulmão ou melanomas.


Outras pequisas de imunoterapia que farão parte do trabalho inicial do Instituto incluem a terapia CAR-T, na qual linfócitos T são retirados do sangue e modificados para virarem “assassinos do câncer”. Os cientistas também irão desenvolver vacinas que levem o sistema imunológico a reconhecer e atacar tumores.

“O Instituto Parker tem muito potencial de acelerar o desenvolvimento de remédios e aumentar consideravelmente as curas”, afirmou Rubin. “Estamos muito felizes de fazer parte dessa empreitada.”

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