sexta-feira, 1 de abril de 2016

Jardim Botânico do Recife ganha mais atrativos

Casa de Vegetação, para produção de mudas e conservação de coleções botânicas, é mais uma das atrações do espaço

Casa de Vegetação foi bancada pela Celpe como medida de compensação ambiental / Foto: Guga Matos /  JC Imagem

Casa de Vegetação foi bancada pela Celpe como medida de compensação ambiental

Foto: Guga Matos / JC Imagem

JC Cidades

Recifenses e turistas têm mais um motivo para visitar o Jardim Botânico, localizado no bairro do Curado, Zona Oeste da capital pernambucana. O espaço ganhou a Casa de Vegetação, uma área onde haverá pesquisa científica, germinação e cultivo de mudas, principalmente de espécies da Mata Atlântica e do Semi-árido ou ameaçadas de extinção.
Esse local também abrigará as coleções botânicas de orquídeas, bromélias e cactos. Em breve, outra novidade será uma loja que vai vender lembrancinhas, lanches, postais e pequenas plantas, com parte da renda revertida para manutenção do próprio jardim.

Anualmente, o Jardim Botânico já produz cerca de 10 mil mudas. “Com a Casa de Vegetação daremos um salto de qualidade do ponto de vista científico”, observa a secretária de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Recife, Cida Pedrosa. “O novo espaço vai aperfeiçoar nossa produção de mudas. A qualidade vai melhorar principalmente porque teremos controle das condições climáticas, como a oferta de água e temperatura, além de um maior rigor científico”, explica o engenheiro agrônomo Bruno Viana, responsável pelo equipamento.

Tamburiu, pau-de-jangada, jacarandá-branco, pau-brasil, baraúna e umbu são alguns exemplos de plantas que haverá no local. A casa tem capacidade para produzir, por ano, 4.800 mudas. Segundo a gerente-geral do Jardim Botânico, Zenaide Nunes, as mudas serão destinadas às 26 unidades protegidas do Recife, como as matas do Engenho Uchoa, do Passarinho e de Beberibe, o manguezal do Pina e o Parque Santana.

Diferentemente da sementeira do Recife, que guarda e produz espécies ornamentais, o Jardim Botânico é responsável por germinar espécies florestais (geralmente de maior porte). As mudas servirão também para suprir a demanda interna de reflorestamento do jardim.

A Celpe bancou a Casa de Vegetação, ao custo de R$ 110 mil. Foi uma compensação ambiental por ter construído duas subestações a menos de 500 metros de um curso d’água. “Significa muito para gente saber que estamos contribuindo para melhorar a produção de mudas do Jardim Botânico”, destaca o gerente de Meio Ambiente da Celpe, Thiago Caires. As visitas ao novo espaço só serão realizadas com monitores do parque e em grupos agendados de no mínimo 10 e no máximo 30 pessoas. A idade mínima é 10 anos.

ASSOCIAÇÃO - A previsão de Cida Pedrosa é que a loja, instalada logo na entrada do Jardim Botânico, comece a funcionar em 90 dias. A Gerdau equipou o espaço, que está pronto para ser usado. Falta definir quem ficará responsável pelo comércio, que será terceirizado.

Uma das ideias é criar a Associação de Amigos do Jardim Botânico do Recife para cuidar do estabelecimento, entre outras atribuições.
“Vamos buscar parcerias, queremos que mais empresas, como a Celpe e a Gerdau, contribuam”, observa a secretária de Meio Ambiente. Serão vendidos produtos que lembrem o Jardim Botânico, como camisas, chaveiros e postais. O equipamento ambiental ficará com 10% ou 15% do faturamento.

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