sexta-feira, 22 de abril de 2016

Parque da Macaxeira, no Recife, é obra do descaso e improviso

Localizado na Zona Norte do Recife, o Parque da Macaxeira se tornou criadouro para o mosquito da dengue e alvo de criminosos e traficantes

Pouco mais de dois anos após a inauguração, o parque passa novamente por obras / Bobby Fabisak/ JC Imagem

Pouco mais de dois anos após a inauguração, o parque passa novamente por obras

Bobby Fabisak/ JC Imagem

Por todos os lados daquele que nasceu para ser o maior complexo de lazer do Recife, só se vê descaso público. O Parque da Macaxeira, localizado no bairro homônimo, na Zona Norte da capital, inaugurado há apenas dois anos, parece um canteiro de obras improvisado e mostra sinais de deterioração em vários trechos. Da indiferença das autoridades, o local se tornou criadouro do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chicungunha; além de alvo de criminosos e traficantes.

O espaço de lazer ocupa uma área de 10 hectares e não é necessário andar muito para perceber os problemas: material de construção e lixo espalhados, vegetação alta, esgoto a céu aberto e postes de luz quebrados são visíveis logo na entrada. A iluminação foi cortada em junho do ano passado e, há cerca de 5 meses, o fornecimento de água também, devido às obras de drenagem que arrastam há meses. Por esses motivos, os frequentadores são obrigados a deixar o parque antes de escurecer, quando o local vira ponto de venda de drogas.

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Parque da Macaxeira, inaugurado em abril de 2014, no Recife, não teve as obras concluídas
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Se a infraestrutura é ruim, a falta de segurança é o que mais assusta a população. O posto da Polícia Militar (PM) vazio, pichado, com vidros quebrados e cacos espalhados por todos os lados, ilustra bem a atmosfera de insegurança. Sem policiamento, assaltos acontecem a qualquer hora do dia. Até mesmo torneiras e sanitários dos banheiros foram roubados.

A aposentada Maria José Brito, 59, caminha todos os dias pela manhã no local, desde a inauguração, em abril de 2014. Segundo ela, no início, tudo era bonito e bem cuidado, mas o parque foi sendo abandonado aos poucos. A preocupação maior da aposentada é com a água parada. “Não podem existir essas poças. A gente vê essa epidemia de dengue que está acontecendo e isso contribui para o aumento das doenças”, critica. Perto dali, crianças brincavam e tomavam banho numa grande poça de água suja, um dos maiores criadouros do mosquito no parque, segundo moradores da área.



A Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Turismo e Lazer, destacou que o Parque da Macaxeira é alvo de uma grande obra estrutural de drenagem, que consiste em implantar tubos, canaletas e construir caixas de passagem para a captação de água. A obra deve ser concluída em agosto deste ano. De acordo com a secretaria, o local recebe vistoria dos agentes de saúde ambiental regularmente, para evitar a proliferação do Aedes aegypti. Sobre a segurança, afirmou que a Guarda Municipal faz ronda no local, mas intensificará sua presença no parque. 

Contatada pelo JC, a Polícia Militar não se pronunciou sobre o assunto. Parques da capital pernambucana vêm registrando assaltos por falta de policiamento. Além da Macaxeira, os parques da Jaqueira e Dona Lindu também sofrem com a violência, que acontece à luz do dia e provoca medo na população. 

JC Cidades

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