segunda-feira, 4 de abril de 2016

PDT, PMDB, PP, PSB, PSD, PSDB e PTB têm políticos e parentes com offshores

Mossack Fonseca

PDT, PMDB, PP, PSB, PSD, PSDB e PTB têm políticos e parentes com offshores. Foto: Divulgação
Os documentos vazados neste fim de semana mostram que o escritório de advocacia panamenho Mossack Fonseca criou ou vendeu empresas offshore para políticos brasileiros e seus familiares ligados aos partidos PDT, PMDB, PP, PSB, PSD, PSDB e PTB, segundo o blog de Fernando Rodrigues, no UOL.

O deputado federal Newton Cardoso Jr. (PMDB-MG) e o pai dele, o ex-governador de Minas Gerais Newton Cardoso; o ex-ministro da Fazenda Delfim Netto; os ex-deputados João Lyra (PSD-AL) e Vadão Gomes (PP-SP), e o ex-senador e presidente do PSDB Sérgio Guerra, morto em 2014, aparecem vinculados a empresas offshores.

De acordo Guerra adquiriu uma empresa offshore com a mulher, Maria da Conceição, e um dos filhos, Francisco. A New Deal Corporation emitiu poderes para os 3 em mar.1992, quando Guerra era deputado federal pelo PSDB de Pernambuco. A transação foi intermediada por um escritório de Miami (EUA).

Em outros casos, parentes de políticos aparecem como tendo ou já tiveram no passado offshores registradas, como Gabriel Nascimento Lacerda, filho do prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB), e de Luciano Lobão, filho do senador Edison Lobão (PMDB-MA).

Ainda segundo o UOL, a lei brasileira não proíbe que os cidadãos tenham empresa em paraísos fiscais, contudo, a operação precisa ser registrada no Imposto de Renda do proprietário e, caso haja envio de recursos para o exterior, é obrigatório também informar ao Banco Central sobre a operação, em casos que superem determinado valor. O UOL procurou todos os mencionados na reportagem. Leia aqui o que cada um disse.

A lei brasileira permite a qualquer cidadão ter uma empresa num paraíso fiscal. É necessário, entretanto, que a operação esteja registrada no Imposto de Renda do proprietário. Quando há envio de recursos para o exterior é também obrigatório informar ao Banco Central sobre a operação, em casos que superem determinado valor.

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