quarta-feira, 27 de abril de 2016

Pequenas empresas com foco ambiental podem recorrer a fundo de R$ 80 milhões

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Os donos da CHP (a partir da esquerda), Guilherme Richter, Leonardo Mauro Jr , Bruno Richter e Fábio França

O Fundo de Inovação em Meio Ambiente (Fima), criado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), dispõe atualmente de R$ 80 milhões para serem investidos em pequenas empresas que tenham criado produtos ou serviços inovadores, voltados à melhoria ambiental.
Os recursos são geridos pela Inseed Investimentos e pela Performa Investimentos, responsáveis por prospectar negócios com alto potencial de crescimento, que tenham como foco o meio ambiente.
Criado em 2012, o Fima destinou R$ 165 milhões à Inseed e R$ 176 milhões à Performa. Juntas, as duas gestoras do fundo já aportaram R$ 261 milhões em 15 empresas. Agora, buscam cerca de oito negócios para investir os R$ 80 milhões restantes.
Fundada em 2011, a CHP Brasil Indústria e Comércio de Geradores está entre as empresas já selecionadas. “Recebemos a primeira parte do aporte de R$ 7,5 milhões no início do ano. O recurso será usado para aumentar nossa capacidade de produção, expandir a área comercial, desenvolver novos produtos na área de energia alternativa, contratar pessoal e implantar a área de marketing para divulgar o produto e a marca”, diz Fábio França, um dos quatro sócios, ao blog Sua Oportunidade.
A Lamiecco produz laminados ecológicos a partir da reciclagem de garrafas pet e pneus
A CHP produz e comercializa geradores a gás natural canalizado e a biogás. “Nosso produto não é poluente, além disso, o biogás e é uma fonte de energia renovável. Nosso objetivo é substituir a matriz de geradores a diesel, que domina 90% do mercado e junto com o carvão e a lenha são as fontes de geração de energia mais poluentes, por geradores a gás natural.”
Segmentos diversificados
Segundo ele, a CHP atende segmentos diversificados como residência, supermercado, laboratório farmacêutico, condomínio, shopping center, clínica e grandes indústrias. A empresa tem 20 funcionários e faturou R$ 10 milhões em 2015.

França conta que um representante do fundo participa das decisões estratégicas do negócio. “É um sócio que entrou para complementar e ajudar no dia a dia da empresa.”
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Massaru Aragão, filho dos fundadores da Akmey
Fundada em 2003, a Akmey Brasil nasceu para oferecer alternativa menos poluente à indústria têxtil. “A ideia do negócio foi dos meus pais, que são químicos. Eles criaram um modelo mais sustentável. O processo de tingir e beneficiar os tecidos é muito agressivo tanto para os tecidos quanto para o meio ambiente, por ser poluidor e consumir grande volume de água”, diz Massaru Aragão, um dos três filhos do casal. Todos trabalham na empresa.

Biotecnologia
Ele conta que a Akmey produz produtos químicos para indústrias têxteis a partir do uso de biotecnologia. “Nossos produtos reduzem de 15% a 20% o tempo do processo, proporcionando diminuição do custo produtivo em torno de 10%.” Outros benefícios são a redução do consumo de água e de energia, além de proporcionar artigo de melhor qualidade e durabilidade. “Com esse modelo, conquistamos aporte de R$ 3,5 milhões em outubro de 2015.”


Segundo ele, o dinheiro está sendo usado para expandir a empresa e divulgar o conceito do negócio no mercado. “Vamos ampliar a linha de negócios, estruturar a equipe comercial e profissionalizar os setores administrativos. Também iniciamos a internacionalização da marca na América Central e Latina.”

Laminados ecológicos
Atuando desde 2007 no segmento de revestimentos para móveis, pisos, paredes, portas e batentes, a Lamiecco produz laminados ecológicos a partir da reciclagem de garrafas pet e pneus. “Reciclamos mais de oito milhões de garrafas pet por mês. Para cada 3 m² de piso ecológico Lamiecco, usamos 30 garrafas pet e um pneu de veículo de passeio. Já no revestimento para parede e box, usamos dez garrafas por m²”, conta Alexandre Figueiró, um dos sócios.


Ele afirma que a relação entre sustentabilidade e inovação sempre marcou o desenvolvimento dos produtos. “Essa postura resultou no aporte de R$ 9 milhões, feito em janeiro de 2014, pelo Fundo de Inovação em Meio Ambiente.”


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