quinta-feira, 28 de abril de 2016

Pesquisador do CRAD/Univasf destaca trabalhos desenvolvidos no Centro de Referência em Recuperação de Áreas Degradadas (CRAD/Univasf)

 

O professor e botânico José Alves de Siqueira Filho, da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), destacou, nesta quinta-feira (28), Dia Nacional da Caatinga, os trabalhos desenvolvidos no Centro de Referência em Recuperação de Áreas Degradadas (CRAD), implantado com apoio financeiro da Codevasf/Ministério da Integração Nacional (MI), no município de Petrolina (PE). 

O professor ressaltou o trabalho de conservação e preservação da caatinga está sendo desenvolvido no Herbário Vale do São Francisco (HVAS), onde há amostras vegetais da Caatinga que, além de contribuir com o conhecimento científico sobre a flora da região, auxiliam na elaboração de projetos de recuperação de áreas degradadas.
 
“É importante destacar o apoio da Codevasf para a implementação dos CRADs na bacia do São Francisco, porque, naquele momento, em 2007, tínhamos muita informação fragmentada sobre a biodiversidade da caatinga. Com o incentivo da Codevasf, conseguimos construir esse herbário, que é uma coleção de plantas científicas muito importante para os estudos do bioma. Isso só foi possível porque a Codevasf compreendeu a importância da criação dos CRADs”, afirmou o professor e botânico José Alves de Siqueira Filho.
 
O professor também ressaltou a impotância da obra “A flora das caatingas do rio São Francisco: história natural e conservação”, publicação que, além de contribuir com o conhecimento científico em relação à preservação do bioma, resgata uma história natural da convivência do homem com o semiárido brasileiro.
 
“O livro foi um esforço de quase 100 pesquisadores de 40 instituições de pesquisa do país, entre elas o Centro de Referência para Recuperação de Áreas Degradadas da Caatinga (CRAD) da Univasf. Ele conta com 552 páginas e 13 capítulos. O trabalho juntou toda informação sobre o bioma da caatinga que estava fragmentada, num documento único, resultando no mais completo registro científico já realizado sobre o ecossistema Caatinga”, ressalta Siqueira Filho. “A gente teve a honra de ser agraciado pelo prêmio Jabuti 2013 na categoria Ciências Naturais”, finaliza.
 
Ouça as entrevistas:
 

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