terça-feira, 26 de abril de 2016

Tapumes roubados revelam abandono e descaso na Praça Tiradentes

Os tapumes que cercavam as obras da Praça Tiradentes, na área central do Recife, há mais de dois anos, foram roubados no fim da semana passada. O cenário no local assustou a população, que se deparou com o abandono

Madeiras com pregos enferrujados oferecem perigo para a população. / Bobby Fabisak/ JC Imagem

Madeiras com pregos enferrujados oferecem perigo para a população.

Bobby Fabisak/ JC Imagem

Apenas três quadras distante do prédio sede da Prefeitura do Recife e localizada em frente ao Tribunal Regional Federal, a Praça Tiradentes, no Bairro do Recife, área central da cidade, está completamente abandonada. Em obras desde o início de 2014, a praça amanheceu, no último final de semana, sem os tapumes. O cenário assustou a população.

Das proteções que, durante os  últimos dois anos, esconderam o descaso público, restam apenas pedaços de madeira com pregos enferrujados e a revolta de quem passa e vê um investimento anunciado no valor de quase R$ 3 milhões, sem nenhum resultado. Vazio e largado, o terreno virou criadouro do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chicungunha. 


O autônomo Antônio Givaldo, 57, trabalha no local há mais de 23 anos e conta que os tapumes foram roubados pela própria população. “Há uns três meses o vento carrega (as proteções), mas na sexta-feira o pessoal levou o resto que tinha. Agora está assim”, reclama. O ambulante ainda reforça a presença das câmeras de segurança, que flagraram a ação dos vândalos. “A prefeitura sabe, viu tudo, mas não faz nada”, conclui. 

O descaso das autoridades é um ponto comum em todas as reclamações. Pessoas que trabalham no local chegaram a denunciar, via WhatsApp, a situação da praça, mas nem chegaram a obter uma resposta da prefeitura. 

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A uma distância de apenas três quadras da Prefeitura, praça está abandonada.
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Pensando nisso, alguns funcionários do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar), que fica ao lado do terreno, criaram uma página no Facebook chamada “Cadê a minha praça?”, para chamar atenção para o estado do local e cobrar um posicionamento dos órgãos públicos. O designer Felipe Pinto, 40, que trabalha no centro, alerta para a quantidade de água parada no local. “Acabou virando um foco de mosquito da dengue. Onde estão os 3 milhões que prometeram para a obra?”, questiona. 

A Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife (Emlurb) esclareceu que a obra foi paralisada para ajustes no projeto e há um estudo de novas fontes de recurso para sua finalização. Um novo cronograma deverá ser elaborado no próximo mês. A Emlurb diz ainda estar providenciado a reposição dos tapumes retirados pelos vândalos.

JC Cidades

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