sábado, 23 de abril de 2016

Terminal Santa Luzia inaugurado, mas não completo

Equipamento passa a funcionar neste sábado com apenas três das oito linhas previstas




Arthur Mota/Folha de Pernambuco
Desde o início das obras, foram seis anos à espera do terminal, que começará atendendo apenas 4,5 mil passageiros

Após seis anos entre obras e abandono, o Terminal Integrado (TI) Santa Luzia, no bairro da Estância, Zona Oeste do Recife, começa a funcionar neste sábado (23). Apesar disso, a operação ainda não ocorrerá por completo, já que apenas três das oito linhas de ônibus previstas atenderão o público, beneficiando só 4,5 mil dos 17 mil passageiros esperados diariamente no equipamento.


A inauguração enxuta segue os moldes da adotada, há duas semanas, no TI Prazeres, em Jaboatão dos Guararapes, por onde só duas das seis linhas previstas passaram a circular. O Grande Recife Consórcio não informou uma data para a operação total. Outros cinco ter­­­minais na Região Metropo­­­litana ainda aguardam abertu­­­ra. A maioria já tem a constru­­­ção praticamente concluída.

As obras do TI Santa Luzia começaram em abril de 2010, orçadas em R$ 3,4 milhões. Tinham previsão para novembro daquele ano e, depois, pa­­­ra janeiro de 2011. Diversos prazos foram descumpridos. A cons­­­trução chegou a ser parada por conta de atrasos no fornecimento de materiais. Depois de pronta, há mais de um ano, passou a depender de ajustes na ligação com o prédio da estação do metrô Santa Luzia, ao lado. Nesse tempo, sofreu com pichações, acúmulo de lixo e invasões. Por fim, custou R$ 4,3 milhões aos cofres públicos.

O TI possui oito plataformas de embarque e duas para desembarque, rampas de acesso, piso tátil e mecanismos antiderrapantes, para evitar quedas de usuários. Foi erguido numa área de 5,6 mil metros quadrados, próximo às avenidas Recife e José Rufino.

Operação

Os usuários do novo TI devem ficar atentos a mudanças pontuais no atendimento ao local. As três linhas que chegarão ao terminal já se­­­guiam até a estação de me­­­trô e tinham tarifa G (R$ 1,85). A partir deste sábado (23), passarão a ter o anel A, mais caro (R$ 2,80). Trata-se das linhas alimentadoras 102-Ibura/TI Santa Lu­­­zia, 106-Parque da Aeronáutica/TI Santa Luzia e 204-Jiquiá/TI Santa Luzia. Atenção para a primeira, que deixará de atender ao bairro do Ipsep, na Zona Sul da Capital. A demanda será suprida por outras linhas da região.

Já a ligação com o Centro será feita pelo metrô. Ao todo, serão nove ôni­­­bus realizando 127 viagens por dia. "Mesmo essa primeira etapa já representa ganho ao usuário, tanto no que diz respeito ao atendimen­­­to co­­­mo à segurança de aguardar o ônibus dentro de um terminal", avalia o diretor de operações do Grande Recife Consórcio, André Melibeu.

Os terminais que faltam

Cosme e Da­mião: está pron­to, mas só é usado em dias de jogos na Arena Pernambuco. Custou R$ 18 milhões. Segue sem previsão de inauguração.

Joana Bezerra: custo de R$ 9,4 milhões, está previsto para maio. Vai funcionar ao lado do terminal antigo, com 14 linhas e atendendo 67 mil pessoas.

Abreu e Lima: é o que falta para a operação completa do BRT do Cor­­re­­­­dor Norte-Sul e tem previsão de abertura até o próximo mês de maio.

III Perimetral: teve obras paralisadas com 90% de conclu­­são e segue à es­­pera de no­­­va licitação pa­­­­ra os trabalhos remanescentes do Leste-Oes­­­te.

IV Perimetral: tinha valor estimado em R$ 9 milhões, mas também depen­­­de da licitação do Leste-Oes­­­te, prevista pa­­­ra maio. Está degradado.

Luiz Filipe Freire, da Folha de Pernambuco

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