sexta-feira, 6 de maio de 2016

Cine Olinda se mantém desativado há mais de 40 anos

Projeto CineRua exige a reativação do espaço, que se encontra em obras há, pelo menos, 37 anos




Clemilson Campos/Folha de Pernambuco
Equipamento cultural está abandonado e os órgãos responsáveis ainda não deram retorno

O Cine Olinda, que funcionou de 1911 até 1970, está fechado há mais de 40 anos e não sai da condição “em obras” há 37 anos. Em 1979, quando o então prefeito Germano Coelho desapropriou o cinema e passou administrá-lo, o equipamento virou eternamente um local “em obras”. 

Agora essa tal manutenção do cinema olindense situado na Praça do Carmo está no estágio do “quase pronta” pelo menos desde o ano passado, quando o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) de Olinda informou à reportagem da Folha de Pernambuco que elas estavam 50% terminadas, e que seriam concluídas em junho passado, apesar do ritmo lento.

    Com a ideia de estimular propostas para reativação do cinema, acontece nesta quinta-feira, às 19h, o “Cineclube CineRua #4: Sapo Cururu”. O evento, realizado pelo Cineclube CineRua em parceria com o movimento Ocupe Cine Olinda e Ponto de Cultura Cinema de Animação, preparou uma programação em frente ao cinema, com exibição de filmes, trilha sonora ao vivo, VJ, show de Erasto Vasconcelos e feira de artes.



    Clemilson Campos/Folha de Pernambuco

    “Queremos o retorno do Cine Olinda o mais breve possível, ainda este ano, mesmo com a parte arquitetônica inacabada. Acreditamos que isso não impede a instalação de cadeiras, projetores, iluminação, mecânica cênica e sonorização para funcionar de maneira provisória, até as obras acabarem. Seria uma forma de pressionar o fim das obras. Não há justificativa para uma reforma durar 37 anos!”, declara André Dib, organizador do evento e à frente do Cineclube CineRua.


    Segundo André, a ideia é também angariar assinaturas e levá-las ao Iphan, Prefeitura de Olinda e Governo do Estado. Próximo de completar um ano dessa promessa não cumprida, o cinema continua na etapa do ‘quase’, só que com as obras paradas por falta de verba e problemas com a empresa prestadora de serviço. 

    Procurado pela reportagem, o Iphan não se pronunciou, alegando que a única pessoa do órgão hábil a falar com a Imprensa seria o superintendente Yves Zamboni, que segundo informações de funcionários, estaria em viagem a Brasília e desprovido de celular funcional. Já a Prefeitura de Olinda não se pronunciou até o fechamento desta edição.

    Carol Botelho, da Folha de Pernambuco

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