quarta-feira, 18 de maio de 2016

Internet das Coisas - Laboratório para objetos inteligentes é inaugurado no Porto Digital em Recife

Capital pernambucana ganha o L.O.U.Co, espaço para pensar soluções tecnológicas para a cidade
Por: Thatiana Pimentel



O objetivo do espaço é unir estudantes universitários e ensino médio, empresas e startups embarcadas para propor desafios ao Recife. Foto: Divulgação/Porto Digital.

Já pensou em como será o mundo quando objetos como celulares, TVs, computadores, carros, geladeiras, sinais de trânsito, sistemas públicos de gestão e saúde, entre outros, se comunicarem para facilitar a sua vida? Tarefas como encontrar vagas de estacionamento na rua, localizar o celular perdido e saber o que está fora da validade ou em falta na sua geladeira serão feitas com apenas um clique. Também será possível identificar epidemias em seu início, ser alertado da hora do caminhão do lixo e saber se o ônibus está atrasado.

Essas possibilidades nem são tão novas. Mas ainda não são realidade no cotidiano dos brasileiros. Até agora. Isso porque o Porto Digital inaugurou, nesta terça-feira, o L.O.U.Co – Laboratório de Objetos Urbanos Conectados. O espaço será destinado à produção eletrônica de soluções que usam inteligência das coisas para facilitar o dia a dia dos pernambucanos. E o melhor é que toda a estrutura é gratuita e os usuários pagarão apenas pelo custo da matéria-prima utilizada.

Jacques Barcia, consultor de tendências do Porto Digital e um dos nomes à frente do L.O.U.Co, explica que, apesar de aberto à sociedade em geral e aos estudantes, o foco principal do equipamento é ajudar pequenos empresários e empreendedores pernambucanos que queiram reduzir o custo ou o risco de projetos inovadores envolvendo tecnologia e economia criativa.

O espaço ficará localizado no polo de economia criativa, Porto Mídia, e terá 130 metros quadrados. Entre as ações oferecidas estão criação, prototipação e desenvolvimento. Foto: Divulgação/Porto Digital.

“O L.O.U.Co entra como um mecanismo para melhorar o ecossistema de negócios de tecnologia que existe no Recife. Queremos incentivar a inovação, queremos que as empresas locais criem soluções para melhorar o bem-estar dos recifenses utilizando a internet das coisas. Nosso incentivo principal é reduzir o risco ou o custo desses projetos”, detalha Barcia.

Para tal objetivo, o espaço está munido de máquinas como impressoras 3D, uma cortadora laser, uma fresa de precisão, além de uma impressora de circuitos elétricos e uma biblioteca de sensores como acelerômetros, infravermelhos, de temperatura, luminosidade, pressão, qualidade de ar, fluxo de água e chuva, pulso e scanners biométricos, entre outros. “O empreendedor traz o seu projeto e ele mesmo desenvolve o protótipo, mesmo os de alta complexidade”, diz Jacques Barcia.


Diario PE

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