sábado, 28 de maio de 2016

Lançado edital para requalificação da Avenida Rio Branco no Recife

Proposta é criar um ambiente de convivência que remeta à época do início da atividade portuária no Recife

Fechada ao trânsito em março de 2014, avenida não recebeu as mudanças planejadas / Ricardo Labastier/JC Imagem
Fechada ao trânsito em março de 2014, avenida não recebeu as mudanças planejadas
Ricardo Labastier/JC Imagem

Margarette Andrea

Finalmente, o projeto de requalificação da Avenida Rio Branco, no Recife Antigo, Centro da capital, vai se tornar realidade. O Diário Oficial do Estado publica, neste sábado, o edital para execução do Passeio Rio Branco, que prevê a transformação da via em uma alameda para pedestres e modais não motorizados. A ideia é criar um ambiente de convivência que remeta à época do início da atividade portuária no Recife. Com valor estimado de R$ 5,2 milhões, a previsão é de que a ordem de serviço seja dada em julho e a obra fique pronta em nove meses, ou seja, em abril de 2017.


Embora o projeto seja municipal, ele será realizado com recursos do Programa de Desenvolvimento do Turismo do Nordeste (Prodetur), via Secretaria Estadual de Turismo. “Vimos que o projeto é interessante para o turismo e os recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) estão assegurados”, explica o secretário da pasta, Felipe Carreras.

A avenida manterá seus 8,8 metros de largura, mas o piso será elevado até a altura do piso da Praça do Marco Zero e seguirá o mesmo padrão, em granito. Haverá cinco quiosques comerciais, árvores e bancos, compondo um espaço de convivência. As calçadas vão manter as pedras mineiras atuais e a fiação será embutida. Os veículos ficarão limitados a cruzar a via na altura da Avenida Alfredo Lisboa, da Rua do Apolo e da Rua do Bom Jesus.

“A ideia conceitual do projeto é resgatar a história do início daquela área portuária. Por isso, os postes de iluminação, o mobiliário, as placas de sinalização, tudo remeterá à época”, informa o secretário. “Os quiosques serão em contêineres e terão exposição permanente de fotos da história do bairro”.

Inicialmente, eram previstos oito quiosques (mesmo número de comerciantes da via), mas, segundo Carreras, o Instituto do Patrimônio Artístico e Histórico de Pernambuco (Iphan) reduziu-os para cinco. A ocupação dos espaços fica a cargo  do município. Hoje, as barracas existentes são de coco, lanches e há uma revistaria. “Não sei como vai ser essa divisão, tem gente aqui há 60 anos. Mas o projeto vai dar nova vida ao bairro, o movimento caiu muito depois que fecharam a via”, diz o comerciante Marcos José da Silva, 46.

“Estou aqui desde 2002 e até 2010 mantinha também um restaurante, com 38 funcionários. Mas com a violência e degradação do bairro fechei o restaurante. Agora as coisas devem melhorar. Estou pensando em reabrir o self-service e  um  café”, declara o empresário José Roberto da Silva, 61, proprietário da boate Calidus.

 A Avenida Rio Branco, uma das mais importantes do bairro, foi fechada ao trânsito em 5 de março de 2014. Na época, o prefeito Geraldo Julio anunciou a obra para o final daquele ano, como “presente de Natal”, mas o projeto não vingou, segundo o município por falta de recursos. O que se fez foi apenas pintar o asfalto e fechar o acesso pelo Cais do Apolo com vasos de plantas.

JC Online

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