quarta-feira, 18 de maio de 2016

Ministro Raul Jungmann revela que Aeronáutica estuda permuta de terreno do seu hospital no Recife


O ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse ao Blog JC Negócios, nesta quarta-feira, que a Aeronáutica estuda (através do II Comar) uma permuta da área ocupada pelo Hospital de Aeronáutica do Recife de forma que viabilize a construção de um outro e mais uma clínica odontológica dentro da área patrimonial do II Comar de maneira que o atual hospital possa ser transferido após a conclusão completa da obra e das novas instalações.

Jungmann revelou que sua prioridade na pasta da Defesa, será a correção da defasagem salarial da tropa e da continuidade de projetos estratégicos. “Esses projetos, alguns de alta tecnologia, são fundamentais para o pais em termos de produtividade e empregos”, disse.

Ele ainda falou sobre a retomada as operações de combate à entrada de drogas pelas fronteiras afirmando que em junho, inclusive, as unidades estarão relançando a Operação Ágata com envolvimento da Polícia Federal e da Receita Federal nas no combate as drogas.

O ministro revelou ainda que o ministério da Defesa deseja ampliar o uso do Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam) como ferramenta de controle e redução do tráfico a despeito de temos uma das maiores fronteiras secas do mundo (17 mil quilômetros) parte delas com países produtores e exportadores de drogas, dentre os maiores do mundo.

A Entrevista

JC Negócios – Ministro, o senhor está chegando ao ministério com um forte apoio da tropa. Sai um comunista do PC do B (Aldo Rebelo) e entra outro do antigo PCB, hoje PPS. A Defesa virou um reduto da esquerda ideológica fardada?

Raul Jungman –  Não, de modo algum. A Defesa é uma pasta fora da composição política. Ela é da cota pessoal dos presidentes. Mas, internamente, inexiste qualquer preconceito quanto a orientação ideológica de quem venha a comandá-la.

JC Negócios – Diante da crise de receitas, o que é prioritário neste momento salário, equipamento ou pessoal?

Raul Jungman – prioridade vai para a defasagem salarial e a continuidade de projetos estratégicos, que não podem ser descontinuados. Esses projetos, alguns de alta tecnologia, são fundamentais para o pais em termos de produtividade e empregos. Pois, dentre outros benefícios, o domínio de tecnologia de defesa ulteriormente ganha aplicações para fins pacíficos.

JC Negócios – A questão da presença nas fronteiras foi um assunto que foi pouco tratado nos governos do PT – a despeito de ser uma cobrança da tropa. Como encaminhar ou retomar essa questão nesse tempo de crise?

Raul Jungman – Creio que sim, sem dúvida. Inclusive, agora me junho, estaremos relançando a Operação Ágata com esse fim, e envolvimento da PF e da Receita Federal nas no combate as drogas nossas fronteiras.

JC Negócios – O Sistema de Vigilância da Amazônia não poderia pode virar uma ferramenta efetiva de combate ao narcotráfico?

Raul Jungman – O Sivam já é uma ferramenta de controle e redução do tráfico, sem dúvida. Nosso problema é que temos uma das maiores fronteiras secas do mundo (17 mil quilômetros), parte delas com países produtores e exportadores de drogas, dentre os maiores do mundo. Mas, estarei em breve constituindo um grupo de trabalho com o ministério da Justiça e das Relações Exteriores para tratar de soluções para nossos problemas na área.

JC Negócios – Na questão da compra das novas encomendas de aviões quando será possível concluir a aquisição?

Raul Jungman – A aquisição, e transferência de tecnologia no âmbito do projeto FX-2, com a Suécia, está em curso. Porém restrições orçamentárias têm retardado o seu desenvolvimento.

JC Negócios – Como o ministério da Defesa analisa as propostas de abertura total do capital das empresas aéreas?

Raul Jungman – Sobre esse assunto ainda não detenho as informações necessárias para lhe responder agora.

JC Negócios – A Aeronáutica está oferendo ao mercado o terreno do Hospital de Aeronáutica do Recife, a beira-mar, para uma permuta imobiliária com troca de área construída?

Raul Jungman – Sim, O Hospital de Aeronáutica do Recife foi construído pelos americanos há 70 anos e precisa de uma reforma, da ordem de R$ 20 milhões. Existem estudos de concretizar uma permuta da área ocupada pelo hospital que viabilize a construção de um outro e de uma clínica odontológica dentro da área patrimonial do II Comar no Recife. Posso afirmar que caso a permuta seja concretizada, a mudança do hospital será realizada após a conclusão completa da obra e das novas instalações.

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Blog JC Negócios

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