quinta-feira, 2 de junho de 2016

Alameda Rio Branco no Recife Antigo só em 2017

O projeto prevê a restauração das calçadas, mantendo a característica original dos desenhos de pedra mineira e o embutimento da fiação elétrica




Estimular a reocupação do Bairro do Recife através de espaços de lazer e da pedestrianização. Essa é a proposta da Alameda Rio Branco, cujo edital de licitação para contratação da empresa responsável pela execução do projeto foi lançado no último sábado. A expectativa é de que os serviços comecem até o segundo semestre deste ano e de que o prazo de execução seja de nove meses a contar da data de assinatura da ordem de serviço. Caso os prazos sejam respeitados, é provável que, em junho de 2017, recifenses e turistas possam aproveitar a estrutura de lazer e a arborização da via.

Para o arquiteto e urbanista Eduardo Pires, já foi muito importante fechar a via para carros, na medida que trouxe o pedestre para a rua e promovendo a circulação no espaço. Agora falta o mobiliário urbano para que as pessoas permaneçam na Rio Branco.

“Quanto mais espaços de convivência, aumenta o senso de pertencimento do cidadão à cidade e estimula a participação das pessoas nas questões da cidade. A ideia original do boulevard era justamente a democratização do espaço público a partir da ocupação. Quando não se vê pessoas na rua é o primeiro sinal de que o local está abandonado”, refletiu o urbanista. Ele acredita que a Alameda Rio Branco vai valorizar outras vias como a Rua da Moeda e a Bom Jesus.

O projeto prevê a restauração das calçadas, mantendo a característica original dos desenhos de pedra mineira, o embutimento da fiação elétrica, nova arborização e implantação de mobiliário urbano adequado que promova a permanência. Toda a avenida será elevada à altura das calçadas, se estendendo até a Praça do Marco Zero, integrando os ambientes. O principal revestimento escolhido para a obra foi granito em tom de cinza. O piso será igual ao do Marco Zero.

Os veículos poderão circular na Rio Branco apenas em sentido transversal para cruzá-la, dando prioridade na circulação sempre ao pedestre. O espaço central da via será utilizado, em horários definidos, para circulação de veículos de carga e descarga dos comércios e serviços já instalados e os futuros estabelecimentos, assim como veículos de atendimento prioritários, como ambulâncias e caminhões de bombeiro.

O projeto do Passeio Rio Branco foi anunciado no início de 2014 e a previsão dada pela Prefeitura do Recife na época foi entregar a alameda em dezembro daquele ano. Já no ano passado, chegou a ser lançado um edital de licitação no mês de março, mas não foi dada a continuidade do processo. O documento orçava o projeto em R$ 7,9 milhões e seria executado pela Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb), que informou não haver previsão para o início dos trabalhos. Desde março de 2014, a via está fechada para a circulação e estacionamento de carros.

“O projeto estava passando por um processo de busca de financiamento. Inicialmente, a intervenção seria realizada com recursos próprios. Agora, nós conseguimos, através de parceria com a Secretaria estadual de Turismo, Esportes e Lazer, para obter os recursos por meio do Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur). Mas para o Prodetur ser liberado, precisa passar por uma análise do Iphan”, justificou o secretário municipal de Planejamento Urbano, Antônio Alexandre.

O mobiliário urbano será construído principalmente em concreto armado aparente, um material resistente e de fácil manutenção. Os bancos serão de madeira.

O projeto

O que está previsto para a Alameda Rio Branco
  • Instalação de postes
  • Quiosques padronizados
  • Restauração de calçadas
  • Bancos públicos
  • Espaços de convivência com a vegetação
  • Nova arborização
  • Embutimento da fiação elétrica
  • Estrutura para o comércio
Sobre a avenida
  • 300 metros é a extensão da via
  • 20 metros é a largura da via
  • Fevereiro de 2014 foi o mês em que o projeto foi anunciado e que a avenida foi fechada para circulação de veículos
  • R$ 7,9 milhões é o valor inicial do orçamento do projeto

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