terça-feira, 7 de junho de 2016

Biodigestores chegam a mais 12 famílias agricultoras do sertão nordestino

Por Clara Cavalcanti

Mais 12 famílias agricultoras terão, a partir de agosto, uma fonte limpa, renovável e gratuita de energia em suas casas. Em parceria com a Ajuda da Igreja Norueguesa (AIN), a Diaconia implementará novos biodigestores sertanejos nos municípios de Afogados da Ingazeira, Carnaíba, Ingazeira, Tabira, Tuparetama e São José do Egito, no Sertão do Pajeú (PE); e Alexandria, Olho D’água do Borges e Caraúbas, no Oeste Potiguar (RN). A tecnologia social de convivência com o Semiárido transforma esterco animal em gás de cozinha (biogás).

As novas famílias beneficiadas, nas duas regiões, já foram selecionadas. “O processo de seleção é bem dinâmico. Às vezes, as famílias conhecem o biodigestor nos intercâmbios (com outras famílias agricultoras) e se interessam pela tecnologia. Outras vezes, o vizinho conquista o biodigestor, mas elas não acreditam que dá certo. Logo que o veem em funcionamento, nos procuram para também receber. No geral, selecionamos comunidades onde atuamos com outros projetos e observamos, no dia a dia, a demanda pelo biodigestor”, explica o técnico da Diaconia no Oeste Potiguar, Edson Silva.

Quando forem concluídos, os biodigestores representarão uma economia mensal em torno de R$ 75 para as famílias beneficiadas, que não precisarão mais gastar com a compra de botijões de gás. Além disso, ao substituir o uso da lenha e do carvão na cozinha, o biogás também contribui para a conservação do meio ambiente a para a saúde dos agricultores. “Fora o impacto ambiental, o uso de lenha e carvão afeta a saúde das pessoas, principalmente das mulheres que, na maior parte das vezes, assumem a responsabilidade de cozinhar. O contato direto com a fumaça resulta em problemas respiratórios”, explica o coordenador da Diaconia no Sertão do Pajeú, Adilson Viana.

No Oeste Potiguar, onde já foram entregues mais de 120 biodigestores através da parceria com a AIN, a construção das tecnologias terá início em junho. Já no Sertão do Pajeú, o processo começou mais cedo e três biodigestores já estão em andamento. Cada unidade leva, em média, 45 dias para ser implementada. Conheça mais sobre o biodigestor aqui.

Clara Cavalcanti é assessora de comunidação da Diaconia

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