terça-feira, 14 de junho de 2016

Gradis são furtados na Via Mangue

Estruturas estão deterioradas em 5 trechos, o que eleva risco de acidentes e de assaltos


Contudo, as dificuldades na área também se estendem aos pedestres, sem vez para caminhar. Os riscos de acidentes se repetem a cada travessia. De acordo com a prefeitura, a situação vem sendo acompanhada, e o equipamento, que custou mais de R$ 400 milhões, pode passar por ajustes. “Mesmo quando os postes não estão apagados, a falta de isolamento deixa o caminho fácil para maus elementos.

Com redução na velocidade, abordam e têm caminho livre para a fuga”, diz o estudante Márcio Silva, 38 anos, que faz o percurso todo dia. “Já tive amigos que foram vítimas.” Próximo a um conhecido supermercado ou nas proximidades da rua Dona Benvinda de Farias, a história se repete. Na altura do antigo aeroclube, a subtração do gradil foi mais severa. Placas seguidas em ferro foram retiradas e outras seguem retorcidas.

“Crianças e adolescentes, às vezes, circulam de um lado para o outro e, por vezes, entram até no mangue”, disse a enfermeira Fernanda Santos, 32, que também utiliza a rota. As lacunas se repetem em, pelo menos, cinco trechos ao longo do percurso. Na pista leste, são 4,3 km de extensão. Já na oeste, 5,6 km. Diante das denúncias, os moradores das comunidades do entorno
se defendem.


“São pessoas de fora. Chegam com carroças e levam as grades. Também já vi gente roubando a fiação”, diz um aposentado de 66 anos, que prefere não se identificar. A prefeitura instalou seis câmeras de videomonitoramento e chegou a embutir alguns materiais da via, como os cabos de energia. O aparato não parece coibir a ação dos vândalos. 

Pedestres sem vez

Antes mesmo de ingressar no corredor viário, próximo à Ponte Estaiada, os pedestres permanecem sem alternativa. As alças em bifurcação que fazem o acesso ao centro de compras, no bairro do Pina, não dispõem de faixa de pedestres, semáforo, passarela ou outro recurso para travessia. O pedreiro Renato Gadelha,  47, costuma passar no ocal com frequência para  atender ao chamado dos clientes.

“Fomos deixados de lado. Não houve preocupação com as pessoas, apenas com os carros. À noite, com maior fluxo, já cheguei a esperar 20 minutos para conseguir atravessar.” O risco de atropelamentos também é vivenciado por ciclistas. Um deles, vindo do bairro de Afogados e levando uma criança, também passou entre os carros, após um longo período de espera. “É um erro grave”, disse.

Em protesto, parte da mureta foi pichada com frases de efeito.  Procurada, a Emlurb informou que está realizando um levantamento das grades furtadas e providencia a confecção das peças para reposição. Não há prazos. Sobre a falha na mobilidade, o órgão disse ser necessário um novo estudo, a cargo da URB, para promover as modificações. Já a Polícia Militar alegou que a área é coberta com rondas de equipes do Gati, Patrulha do Bairro e motopatrulhamento. 

     

    População critica dificuldades para a travessia de pedestres

    Marcílio Albuquerque, da Folha de Pernambuco

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