quinta-feira, 9 de junho de 2016

Italiano radicado no Recife quer erguer condomínio à la arquitetura mediterrânea em Gravatá

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Há dez anos no Recife, o investidor italiano Santo Magliacane olhou para a Serra do Maroto, em Gravatá, e teve o insight de construir ali um condomínio de 20 casas ao moldes da arquitetura mediterrânea, que respeita a topografia do lugar: 

“A gente [os italianos] exalta a ladeira e sobe o morro, até para respeitar a natureza”. Ele completa: “É o movimento que dá beleza às coisas, e não a linearidade”, em contraponto à prática da terraplanagem, que deixa tudo nivelado, linear.


Do projeto, batizado como Village Serra do Maroto, fazem parte também o pernambucano Celivaldo Lira, sócio de Santo na investidora Asset Beclly, e o engenheiro italiano também radicado aqui Antonio Bozza, CEO da construtora Sirius. 

Com 35 anos de experiência na área, Bozza defende a ideia de que é preciso voltar ao modelo analógico de construção, no qual cada pessoa tem a sua casa ao seu estilo. São ideias que encontram ressonância numa discussão que se levanta na arquitetura e construção civil, sobre “um novo morar”. 

Santo analisa, ainda, que, dada a crise, o método “copiar e colar”, que guiou o ‘boom’ de imóveis no Recife, não vinga mais. “A gente precisa de inovação e qualidade. Não quer mais um, quer um”, diz o investidor, que traz no currículo trabalhos com o renomado arquiteto italiano Renzo Piano.

O escritório Gama Arquitetura é responsável por fazer adequações no projeto conforme as necessidades de cá. Arquitetos serão convidados a decorarem… Mármore branco, a cara do luxo, é um item que terá atenção nas casas. 

Santo e companhia querem “pegar” os pernambucanos pela beleza arquitetônica e a emoção que a beleza causa. O plano é que seja lançado até o Carnaval e que fique pronto em 24 meses.

*A imagem acima é ilustrativa, sendo uma das inspirações para o projeto

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