quarta-feira, 29 de junho de 2016

Laboratório de inovação veicular na Várzea está em funcionamento

Espaço foi inaugurado há 13 dias, mas já trabalha há cerca de seis meses



Peu Ricardo/Arquivo Folha
Espaço desenvolve projetos inovadores na área de tecnologia automotiva

Está em funcionamento, na Várzea, o Laboratório de Inovação Veicular (Live), executado pelo Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco (CIn-UFPE), em parceria com a Fiat Chrysler Automobilies (FCA), na Várzea.


O espaço foi inaugurado há 13 dias, mas já trabalha em projetos de tecnologia embarcada, radiofrequência e comunicação há cerca de seis meses. De acordo com o contrato feito entre os parceiros, pelo menos um projeto inovador da área de tecnologia deverá ser entregue à FCA até o fim de 2017, para que a empresa decida em que veículo vai instalar o equipamento e, então, disponibilizá-lo no mercado.

Além de tecnologia, o Live deverá desenvolver também profissionais para atuarem no setor automotivo. Para isso, a própria fabricante de veículos já promoveu treinamentos com a equipe do laboratório sobre desenvolvimento e montagem de veículos.


“Essa formação de recursos humanos é o que tem ajudado bastante, porque o CIn não tem pessoal especialista em automóveis, e a parceria tem sido fundamental para formar profissionais que possam contribuir com o polo da FCA”, comentou o professor Abel Guilhermino, responsável pelo espaço. “A gente tem um gerente de projeto que acompanha os projetos dia a dia, constantemente estamos reportando tudo o que tem sido feito ao nosso cliente, que é a FCA, e temos recebido um feedback bom”, acrescentou.

Por serem de inovação, os projetos são tocados em sigilo e contam com engenheiros de software, de computação, de eletrônica e de redes contratados, além de graduandos, mestrando e doutorandos que desenvolvem trabalhos e pesquisas no equipamento. Metade do pessoal que atua no Live é contratado, e a outra metade é estudante. 


Para participar, é necessário apresentar um projeto, para depois buscar recursos e então realizar os estudos e desenvolvimento. “O ideal é que o aluno entre em contato com a coordenação e se converse sobre algum projeto que possa ser desenvolvido por lá”, disse Guilhermino.

Geraldo Lélis, da Folha de Pernambuco

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