terça-feira, 28 de junho de 2016

Vandalismo atinge as pontes do Recife

Pichações e falta de manutenção adequada nas pontes que cortam a área central da cidade sujam a paisagem e atrapalham a mobilidade

Por: Thamires Oliveira



Pichações poluem a vista de quem passa pela ponte. Foto: Julio Jacobina/DP

Numa cidade cortada por rios e conhecida como a Veneza Brasileira, a geografia das pontes permitiu o desenvolvimento da cidade para além das ilhas, e deu à ela verdadeiros monumentos na paisagem urbana. A manutenção dos equipamentos, no entanto, ainda deixa a desejar. Em um passeio pelas seis pontes que cortam a área histórica da cidade, é fácil perceber problemas como a falta de luminárias e pichações em todas elas. Em alguns pontos, buracos e água empoçada atrapalham a mobilidade dos pedestres. Ferrugem e pintura desgastada também fazem parte dos problemas mais comuns.

Na Ponte Santa Isabel, as pichações, novas e antigas, pequenas e grandes, poluem a vista de quem passa por ali. Nela, quatro luminárias estão faltando e uma está quebrada. Além de várias luminárias tombando para a fiação dos postes, com risco de cair. Na Ponte Duarte Coelho, o mesmo problema de falta de luminárias e até de postes. São três pontos onde os postes foram arrancados e um quarto que ainda resta tem apenas a estrutura de ferro, sem nenhuma luminária. Existe também outras duas luminárias faltando ao longo da ponte.

Manutenção
Já na Ponte 6 de Março, conhecida como Ponte Velha, a ferrugem causada pela maresia avança sobre o parapeito e sobre os postes de luz. A pintura está muito desgastada, empobrecendo a sua arquitetura centenária. As árvores que crescem ao longo do rio já avançam para dentro da ponte e escondem alguns postes. Algumas lumnárias também estão quebradas nesse trecho e outras foram arrancadas ou estão sem lâmpada.

O guarda-corpo da Ponte Buarque de Macedo está deteriorado. Em alguns pontos onde o reboco caiu, as ferragens estão expostas, além de várias rachaduras na pintura e na estrutura. Quanto à iluminação, o cenário se repete, uma luminária faltando e outra caindo. A ponte mais antiga do Recife, a Maurício de Nassau, liga o bairro de Santo Antônio ao bairro do Recife Antigo desde 1843. Atualmente, a pintura do parapeito está desgastada, além de burracos na área do passeio, que atrapalham a mobilidade dos pedestres.

Com poucos problemas, a Ponte da Boa Vista, conhecida como Ponte de Ferro, é a que encontra-se em melhor estado de conservação. A pintura e a estrutura não estão danificadas, poucas pichações são notadas no local, e apenas um refletor está quebrado. 
O único obstáculo encontrado são as poças de água que se formam quando chove, atrapalhando a mobilidade de quem passa por ali.

De acordo com a Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife (Emlurb), na próxima semana, será iniciado um levantamento para identificar os serviços necessários de manutenção nas seis pontes do centro do Recife. A Emlurb afirma que realizará a substituição e conserto dos equipamentos danificados de iluminação pública, além de programar vistoria técnica para verificar os passeios e a estrutura das pontes. Ainda segundo o órgão, o município chega a gastar R$ 2 milhões por ano para recuperar monumentos, pontes e edificações públicas depredados.

Diario PE

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