sábado, 11 de junho de 2016

Visão Mundial e Cervac se unem para ajudar bebês com microcefalia no Recife

Instituição, que fica no Morro da Conceição, já oferece atividades de estimulação precoce a 18 crianças com microcefalia

Ainda há 12 vagas em aberto para bebês com a microcefalia que permanecem sem estimulação precoce / Guga Matos/JC Imagem

Ainda há 12 vagas em aberto para bebês com a microcefalia que permanecem sem estimulação precoce
Guga Matos/JC Imagem

Cinthya Leite

No Morro da Conceição, Zona Norte do Recife, mais uma instituição reforça a assistência terapêutica aos bebês com microcefalia, que precisam realizar periodicamente atividades para favorecer o desenvolvimento psicomotor, estimular o tato, o aprendizado e a audição. 

Com a experiência que alcançou ao longo de 28 anos no atendimentos destinados a crianças e adolescentes que convivem com deficiência, o Centro de Reabilitação e Valorização da Criança (Cervac) dá suporte a 18 crianças com microcefalia (casos relacionados ao zika e a outras causas) e agora sela parceria com a Visão Mundial, organização não governamental com status consultivo junto à Organização das Nações Unidas (ONU) e que trabalha para melhorar a qualidade de vida de crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social.


Ainda há 12 vagas em aberto para bebês com a malformação que permanecem sem estimulação precoce – uma intervenção que encoraja o desenvolvimento de habilidades comunicativas, motoras e cognitivas. “A Visão Mundial subsidia esse trabalho para as crianças com microcefalia na instituição com recursos em torno de R$ 20 mil para o período de maio a setembro, a fim de potencializar ações já realizadas pelo Cervac. O valor ajudou, por exemplo, a convocar profissionais para terapias”, diz a gerente do cluster Recife da Visão Mundial, Rafaela Pontes.

Outro detalhe é que, com a parceria, as crianças nascidas com a malformação congênita atendidas no Cervac poderão ser inseridas, a partir da próxima semana, no programa de apadrinhamento da Visão Mundial, que oferece proteção e condições mais seguras de desenvolvimento aos pequenos. “Cada criança pode ser escolhida por um padrinho, que deve contribuir mensalmente com valores a partir de R$ 50 ou outras formas de apadrinhamento”, esclarece Rafaela. 

A parceria com o Cervac faz parte do projeto de emergência da Visão Mundial contra o zika. Para estender o trabalho com o centro a partir de setembro, a ONG está à procura de parceiros e patrocinadores. “A ajuda pode vir de empresas, igrejas, escolas e dos governos.” No dia 29, o centro promove, das 8h às 16h, um curso para mães de crianças com microcefalia ou com algum tipo de deficiência. “É gratuito e qualquer pessoa pode participar. Vamos orientar as famílias para que possam fazer atividades de estimulação com seus filhos”, informa o fundador do Cervac, Marcos Ferreira. 

As famílias que tiverem interesse em levar os bebês com microcefalia para acompanhamento no Cervac podem ir à sede às segundas-feiras, das 8h às 12h. “Para essas crianças, temos atividades de estimulação oferecidas por psicólogo (1), fisioterapeutas (2), terapeutas ocupacionais (2), fonoaudiólogo (1) e assistente social (1). Ainda há um neuropediatra voluntário que vem ao Cervac a cada 15 dias”, acrescenta Marcos.

Informações: 3268-8527

JC Online

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