sábado, 25 de junho de 2016

Vitarella foi um dos grandes negócios de Ivens Dias Branco que morreu nesta sexta-feira

ivesnebs


Quando em 2008, o grupo M. Dias Branco comprou a Bomgosto (dona da marca Vitarella), o principal executivo da companhia Massud Junior, após fazer uma apresentação da companhia, perguntou a seu Ivens Dias Branco – que morreu nesta sexta-feira – quem seriam os novos gestores da empresa e, portanto, seus superiores.

Que gestores, meu filho? Você acha que eu vou mexer numa equipe que lidera o mercado e ganha de meus produtos? Você vai continuar comandando a Vitarella com a mesma equipe para ganhar mercado. Massud ficou e só deixou a companhia ano passado. Reportando-se diretamente a ele, a companhia quase que quadruplicou sua fábrica em Prazeres praticamente ocupando o terreno que tem um quilometro de extensão.

Três anos depois, o M. Dias Branco voltou a fazer aquisições no Estado, comprando as operações da centenária Pilar. Seu Ivens queria construir, em menos de dois anos, um novo moinho nos terrenos da antiga fábrica . O orçamento era de R$ 100 milhões. Não conseguiu devido à a burocracia do Iphan em Pernambuco já que a região tem tombamento. Embora tenha se queixado muito ao governo do Estado e à Prefeitura.

As duas aquisições do grupo representaram investimentos da ordem de R$ 665 milhões e a geração de 3 mil empregos. Dias Branco costumava dizer que Pernambuco era prioridade nos seus negócios pela ligação que ele tinha com o Estado. E pelas amizades que tinha feito no Recife com seus concorrentes.

Primeiro com os executivos do grupo Bunge, que controlavam aqui o Moinho Recife. Depois com o empresário Carlos Wiephauper, dono do Moinho Cruzeiro do Sul e depois com o empresário Gerson Lucena de quem  se tornou amigo apesar de serem concorrentes nos setores de massas e biscoitos.

A compra da Vitarella foi especial para Ivens Dias Branco que após vender parte da companhia para um fundo de investimentos começou a pressionar Gerson Lucena para comprar a empresa. Os dois negociaram pessoalmente toda a aquisição e os termos entre eles a cláusula que permitia a Lucena após cinco anos voltar a setor o que fez com a Capricce.

JC Negócios

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