quinta-feira, 21 de julho de 2016

13% da população mundial vive em extrema pobreza e 2 bi não têm saneamento básico

Os dados constam no primeiro relatório dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável.

13% da população mundial vive em extrema pobreza e 2 bi não têm saneamento básico
As desigualdades de renda são um dos principais desafios. | Foto: Journal Turk/iStock by Getty Images

Enquanto o mundo inicia a implementação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e seus 17 objetivos, 13% da população mundial ainda vive em extrema pobreza, 800 milhões de pessoas passam fome e 2,4 bilhões não têm acesso a saneamento básico.
Os dados constam no primeiro relatório dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), lançado na última terça-feira (19) pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. Segundo o documento, o mundo está apenas no início de sua jornada rumo às metas globais, enquanto há desafios críticos para a conquista desses objetivos.
“É vital que iniciemos a implementação (dos ODS) com um senso de oportunidade e propósito baseado em uma avaliação acurada do mundo em que vivemos agora”, disse Ban.

Resultados positivos
De acordo com o relatório, a proporção da população mundial vivendo abaixo da pobreza extrema caiu para mais da metade entre 2002 e 2012. A proporção de crianças sofrendo de nanismo com menos de 5 anos caiu de 33% em 2000 para 24% em 2014.
Entre 1990 e 2015, os indicadores de mortalidade materna no mundo caíram 44%, enquanto o número de mortalidade de crianças com menos de 5 anos caiu para menos da metade.
Em 2015, 6,6 bilhões de pessoas, ou 91% da população global, usaram uma fonte melhorada de água potável, comparados a 82% em 2000. Além disso, a assistência oficial ao desenvolvimento totalizou 131,6 bilhões de dólares em 2015, aumento de 6,9% em termos reais na comparação com 2014 e representa o nível mais alto já alcançado.

Desafios e pontos críticos
Apesar de a pobreza ter sido reduzida, uma em cada oito pessoas estavam vivendo na extrema pobreza em 2012.
A estimativa é de que 5,9 milhões de crianças com menos de 5 anos morreram em 2015, a maior parte por causas evitáveis, e 216 mulheres morreram no parto a cada 100 mil nascimentos. Em 2013, 59 milhões de crianças em idade escolar estavam fora da escola e 26% das mulheres com idade entre 20 e 24 anos se casaram antes de completar 18 anos.
Em 2015, estimadas 663 milhões de pessoas ainda usavam fontes de água insegura. Em 2012, 1,1 bilhão de pessoas ainda estavam sem acesso a esse serviço essencial.
“Não deixar ninguém para trás é um dos princípios da Agenda 2030. O primeiro relatório demonstra que os benefícios do desenvolvimento não estão sendo compartilhados igualmente entre todos”, disse Wu Hongbo, subsecretário-geral da ONU para Assuntos Econômicos e Sociais.
O relatório enfatiza que diversos grupos populacionais permanecem em ampla desvantagem. As desigualdades de renda são um dos principais desafios, sendo que alguns dados indicam que as crianças de lares mais pobres têm duas vezes mais chances de desenvolver nanismo. Da mesma forma, o desemprego tem três vezes mais incidência entre os jovens na comparação com os adultos.
Clique aqui para acessar o documento completo.

Da ONU

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