quarta-feira, 6 de julho de 2016

Caixa assegura R$ 26 milhões para o Parque Capibaribe

O valor faz parte do total de R$ 56 milhões previstos para a primeira etapa do parque



Bruno Campos/Folha de Pernambuco

O custo inicial foi reduzido após redesenho proposto pela UFPE, no trecho entre as pontes da Capunga e da Torre

Dos R$ 56 milhões previstos para a primeira etapa do Parque Capibaribe, no bairro das Graças, a Caixa Econômica Federal assegurou R$ 26 milhões. O montante deve ser liberado em agosto. Para ter acesso ao valor restante, a Prefeitura do Recife terá que apresentar um plano complementar junto ao Ministério das Cidades.


O custo inicial foi reduzido após redesenho proposto pela UFPE, no trecho entre as pontes da Capunga e da Torre. Com atrasos recorrentes, as obras só devem sair do papel em 2017. O projeto urbanístico pretende requalificar uma área superior a 30 quilômetros no Recife, seguindo do bairro da Várzea ao Centro, sendo mais uma vez apresentado na tarde da quarta-feira (6).

Moradores cobram celeridade e mais transparência. “Um projeto tratado como prioridade, com o objetivo de mudar a cara do Recife. No entanto, por envolver uma extensão muito grande e um alto volume de recursos, enfrentamos dificuldades ao longo do caminho. É preciso tocá-lo por partes”, explicou a secretária de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Inamara Mélo.

A gestora aproveita a reunião do Conselho Municipal para tratar da questão com a sociedade. Segundo ela, a medida enfrenta agora uma análise minuciosa do banco, com a varredura de todas as planilhas de gastos. “Por utilizar materiais sustentáveis, como madeira e ferro, até sua aquisição no mercado é mais dificultosa”, justificou.

Conforme mostrado pela Folha de Pernambuco, o barateamento surgiu após o redesenho do projeto pela UFPE. Na proposta foi substituído o corredor expresso com quatro faixas para veículos por apenas duas, acrescidos de mirante, ciclofaixa e mobiliário de lazer para crianças.

De acordo com o secretário-executivo de Unidades Protegidas, Romero Pereira, as sobras de recursos serão pleiteadas para a utilização em outros trechos, igualmente às margens do rio. No entanto, ainda não existe certeza de aprovação pelo Governo Federal. Com a retomada, o serviço de 860 metros de extensão nas Graças deve despontar em dez meses.

Já todo o pacote se estende até 2037, quando o Recife completa 500 anos. A associação Por Amor às Graças, formada por moradores e amigos do bairro, tem acompanhado de perto o desenrolar dos projetos, que já somam dois anos de atrasos. Ao todo, o desenho previu 16 desapropriações.
“Sentimos a falta de esclarecimento sobre o que vem sendo construído, dando margem para especulações. A própria Caixa fez exigências e adequações que não foram repassadas. Apesar da dimensão, estamos falando de um projeto que se discute há cerca de dez anos”, afirmou Aluizio Câmara. O grupo já realizou manifestações cobrando ações mais efetivas.

Conselho

A reunião do Conselho Municipal de Meio Ambiente do Recife (Comam) apresentará também os desdobramentos da Câmara de Compensação Ambiental. “Estamos com uma nova diretoria, voltada a melhorar o padrão construtivo na Cidade. A ideia é que os empreendimentos incorporem um padrão de sustentabilidade, reduzindo a emissão de gases e os impactos”, ressaltou a secretária Inamara Mélo. Como incentivo aos proprietários está a redução de impostos e tarifas. O encontro também apresenta o novo site da pasta, oferecendo mais serviços ao cidadão.


Marcílio Albuquerque, da Folha de Pernambuco



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