sexta-feira, 8 de julho de 2016

Chalé da Várzea: moradores fazem evento e cobram obra de restauração

Estão programadas atividades no Chalé da Várzea, neste sábado (9), a partir das 10h. Prefeitura não tem prazo para iniciar a recuperação do imóvel

Prédio onde funcionou o Hospital Magitot, de odontologia, é conhecido como o Chalé da Várzea / Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem

Prédio onde funcionou o Hospital Magitot, de odontologia, é conhecido como o Chalé da Várzea
Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem

Cleide Alves


O Coletivo Salve o Casarão da Várzea, grupo de moradores do bairro que há seis meses cobra da Prefeitura do Recife a obra de restauração do chalé romântico onde funcionou o primeiro hospital odontológico da América do Sul, o Magitot, convida a população para um dia festivo no prédio histórico. A ação está programada para esta sábado (9), a partir das 10h, com oficina de ioga e plantio de ervas medicinais.

Na verdade, as atividades serão realizadas no quintal porque o Chalé da Várzea, um sobrado de dois pavimentos, continua caindo aos pedaços, destelhado, sem piso, portas e janelas, apesar das promessas da prefeitura de fazer a recuperação do edifício. Dessa forma, o evento tem dupla função: chamar a atenção para a precariedade do prédio do antigo Hospital Magitot e mostrar à sociedade que o lugar pode renascer como um espaço cultural.


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Prédio do antigo Hospital odontológico Magitot, na Várzea, Zona Oeste do Recife, continua desabando

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Um cortejo do Maracatu Real da Várzea vai percorrer ruas do bairro, no sábado pela manhã, chamando os moradores para participar da brincadeira no chalé, localizado na Rua Azeredo Coutinho, bem na esquina com a Praça Pinto Dâmaso. “Se a gente consegue, praticamente sem recursos, transformar o local num espaço de convivência, a prefeitura pode implantar aqui um equipamento social para a comunidade”, avalia Priscila Tamar, uma das representantes do Coletivo.
O evento acontecerá poucos dias depois de o grupo receber da prefeitura a resposta ao pedido de esclarecimento sobre a obra de restauração do prédio e o projeto do futuro mercado público com 55 boxes que seria construído no pátio externo. “Nada avançou”, diz ela. Para o mercado, a prefeitura informou que a licitação no valor de R$ 1,3 milhão está pronta, mas faltam recursos. “Quanto à restauração do sobrado, disse que não há processo em andamento”, declara Priscila Tamar.
Procurada para falar sobre o assunto, a prefeitura limitou-se a enviar uma nota pela assessoria de imprensa. No texto, esclarece que tomou posse do terreno em 2013, confirma a licitação já concluída para a construção do pátio da feira e garante que a obra terá início ainda no segundo semestre deste ano. O mercado é destinado aos comerciantes que ocupam as calçadas do Magitot e da praça.

JC Online

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