terça-feira, 19 de julho de 2016

Em corrida espacial, bilionários reciclam foguetes

Alex Knapp


A Blue Origin, empresa de espaçonaves de Jeff Bezos, atingiu um novo marco ao aterrissar com sucesso o foguete que levou sua cápsula New Shepard ao espaço suborbital — o mesmo foguete que a companhia tinha lançado e aterrissado em novembro. Para não ficar por baixo, a SpaceX de Elon Musk aterrissou seu foguete Falcon 9 após ele ter executado a tarefa muito mais difícil de colocar 11 satélites em órbita.

É o começo da corrida espacial reciclável. A ideia é transformar o reúso em um dos principais redutores de custos: a SpaceX diz que a reusabilidade pode ajudar a diminuir os custos de lançamento dos atuais 61 milhões de dólares para cerca de 5 milhões de dólares a 7 milhões de dólares. A Virgin Galactic, de Richard Branson, está desenvolvendo veículos de carga reutilizáveis. O mesmo está fazendo a Sierra Nevada Corp., que acaba de fechar contrato com a Nasa para transportar cargas até a Estação Espacial Internacional com seu Dream Chaser.

O reúso não é garantia de economia. A movimentação dos foguetes para serem inspecionados, restaurados e reabastecidos adiciona custos. E a reserva de combustível para a aterrissagem guiada acrescenta um peso que poderia ser alocado à carga geradora de receita. No entanto, mesmo cortar os custos de lançamento pela metade já seria significativo para o setor — abrindo caminho para mais startups e permitindo às concorrentes reinvestir em pesquisa e desenvolvimento valores que seriam gastos em lançamentos.





Transporte
A movimentação do foguete do local onde ele aterrissa até o de restauração custa dinheiro — mesmo que se usem barcaças oceânicas robóticas, como a SpaceX pretende.

Peças
Mesmo em missões impecáveis, o desgaste exige a substituição de muitas peças.

Forbes

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