segunda-feira, 25 de julho de 2016

Empresas dividem espaço para economizar, no Recife

Gastos com aluguel, energia, água e segurança podem pesar no bolso. Parceria ajuda a economizar

Ana, Sthefany, Carol e Rodrigo dividem uma casa com negócios compatíveis, em Casa Amarela. / Foto: Casa 57/Divulgação
Ana, Sthefany, Carol e Rodrigo dividem uma casa com negócios compatíveis, em Casa Amarela.
Foto: Casa 57/Divulgação



Em um momento de recessão econômica, gastos com aluguel, energia, água e segurança , por exemplo, podem se tornar pesados para quem está começando um negócio. A solução encontrada para dar um fôlego às finanças e não desistir do sonho de empreender é compartilhar espaços com outras empresas. A parceria pode ajudar também a somar clientes. 

É dessa forma que o empresário Edson Cavalcante, 64 anos, conseguiu abrir o lava–jato Container Jato. Ele divide o espaço, na Estrada do Encanamento, em Casa Forte, com dois food trucks e duas food bikes. A expectativa é de que a parceria possibilite a economia de até 50% nas despesas fixas. "O valor do aluguel estava muito pesado, então decidi compartilhar o terreno. Eu e meu sócio colocamos um anúncio no site OLX e mais de 15 pessoas interessadas apareceram. Selev", afirma Edson.


Durante a semana, o lava–jato funciona até as 17h. Depois, os empresários do ramo de alimentação tomam conta da área.Nos fins de semana, ambos funcionam no mesmo horário, de 8h ao meio-dia. "O cara que vai lavar o carro compra o almoço ou o lanche com a gente. O Edson oferece uma boa estrutura física para mim, como área coberta e banheiro. Se estivesse sozinho, pagaria três vezes mais", avalia o dono do food truck de massas Saída de Emergência, Leandro Carvalho Leite, 26. 

A divisão das despesas é feita de acordo com a quantidade de recursos utilizado por cada um. Os food bike, por exemplo, pagam menos, já que não consomem energia. 

Segundo o professor de Cenários Econômicos da Faculdade Guararapes (FG), Tiago Monteiro, o exemplo do lava–jato é ideal. Quem estiver interessado em compartilhar deve visar a harmonia no ambiente. “Antes de tudo, é importante escolher empresas com atividades fins que combinem. O

utra preocupação necessária é a formalização. Cada empreeendimento deve ter um CNPJ, e os funcionários devem ser registrados adequadamente. Por último, é sempre bom escolher sócios que ajam com boa–fé. Senão, os problemas serão maiores”, finaliza.

EXPANSÃO

Dividir o espaço não significa que haverá limitações para os empreendedores. Muito pelo contrário. As empresárias Carol Dreyer, da loja Vitalina, e Sthefany Passos, da Tout, conseguiram crescer graças ao acordo. Elas dividem a casa de nº 57, na Rua Olímpio Tavares, em Casa Amarela, junto com Ana Cavalcante, da Gordinha – Doces e Sorrisos. Os produtos vendidos são das áreas de calçados, jóias e alimentos. 

Inicialmente, Carol Dreyer havia instalado o negócio em uma casa pequena e com movimentação fraca, na Tamarineira. Graças às parceiras, consegue se manter no novo estabelecimento. “Passei um ano na casa da Tamarineira, mas a demanda cresceu, passei a ofertar mais produtos e, consequentemente, o número de clientes também aumentou. Não queria uma loja em uma galeria, queria um local mais aconchegante, com cara de casa de vó. As outras empresas também têm esse perfil, o que casou certo", explica Carol Dreyer. 

Já Sthefany conseguiu implantar a primeira loja física da Tout. A empresária vendia pela internet e em pontos de venda, mas não tinha uma sede porque não tinha como arcar com os custos sozinha. "Ter um espaço físico faz toda a diferença, é uma extensão da loja virtual. O cliente pode ver na internet e, depois, passar na loja para experimentar e comprar. 

Se eu estivesse sozinha, pagaria de aluguel o equivalente ao que pago de aluguel, água, internet e segurança. Também foi bom porque consegui diversificar o público da Tout graças às minhas parceiras. Antes, recebia mais jovens. Agora, pessoas de todas as idades vem à Casa 57”, comemora. 

JC Economia

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