sábado, 9 de julho de 2016

Fiat completa 40 anos no Brasil

Em 9 de julho de 1976 a marca italiana inaugurava a fábrica de Betim, em Minas Gerais

A Fiat já lançou mais de 50 modelos no mercado nacional. Tudo começou com o modelo 147 (foto) / Divulgação

A Fiat já lançou mais de 50 modelos no mercado nacional. Tudo começou com o modelo 147 (foto)
Divulgação

Sílvio Menezes
Editor de Veículos


A Fiat completa hoje exatos 40 anos de Brasil. Em quatro décadas de atuação em nosso País, a montadora italiana coleciona feitos invejáveis. São mais de 50 modelos produzidos ou lançados ao longo do tempo. A maioria deles saiu de cena faz tempo, mas o sucesso é tão grande que as boas lembranças ainda estão bem guardadas na memória dos motoristas mais velhos. O responsável por abrir a estrada de prosperidade do fabricante estrangeiro em território nacional é o Fiat 147.

O compacto deu a largada para uma história vencedora da marca ao deixar a linha de produção, em 1976, na fábrica de Betim, Minas Gerais. E não parou mais. De lá saíram carros inesquecíveis. Teve sedã, perua, compactos, sem falar dos esportivos. Teve Oggi, Panorama, Elba ...O Uno Mille é o nome mais marcante. Surgiu nos anos 80 com visual moderno, tecnologia avançada para a época e um preço competitivo. E isso ajudou a marca a ser conhecida pela ousadia. Reunia atributos em um mesmo modelo. E muitas inovações.

Foi a primeira dos grandes montadoras a ter carro a álcool, ainda nos anos 70. Mais recentemente, criou a cabine dupla das picapes pequenas com três portas. Ao lembrar da Fiat do passado não há como esquecer sua forte atuação no mercado de importados. Qual adolescente dos anos 90 não sonhava em ter na garagem um dia um Tempra, modelo brasileiro que brigava em condições de igualdade com importados da época? Falando nos estrangeiros, a montadora virou uma especialista em trazer belas máquinas de fora para os brasileiros.

Quem lembra do Fiat Coupe, esportivo desenhado pela Pininfarina, a mesma que projeta carrões da Ferrari. E o Marea? Era um carrão. De tão bom era ruim. Sofreu por ser muito sofisticado e ter pouca gente que soubesse mexer nele. Teve outro fiasco com o Tipo. Era um modelo confortável, mas pegou má fama de que incendiava com facilidade. E não demorou a sair de cena. Todos tiveram vida curta por aqui, mas deixaram saudades para os amantes da marca por não dever nada aos importados da época à venda no Brasil.

São apenas alguns dos grandes nomes citados (veja ao lado momentos de glória da Fiat).

Hoje, a marca possui outro modelos premium em sua lista, vindos do México, como o Cinquecento e mesmo a Freemont. Apesar do portfólio invejável de carrões, a Fiat cravou sua identidade por ser especialista em modelos populares, o que a fez conquistar o Brasil.
Em 40 anos, a planta mineira se transformou na maior fábrica de veículos da América Latina e em uma das maiores do mundo, além de ser a unidade de produção com maior capacidade instalada do grupo Fiat Chrysler Automobiles (FCA). Foi a primeira fábrica de automóveis a se instalar fora de São Paulo, tem capacidade para produzir 800 mil veículos por ano e ajudou a Fiat a ser líder de vendas no País por 14 vezes.

Mas não é só a fábrica de Betim que faz a marca hoje no Brasil. Com a fusão do grupo Fiat com a Chrysler, em 2014, a operação ganhou um reforço no País com a construção da planta do grupo em Pernambuco. Se em Betim são produzidos apenas os carros da Fiat, a unidade de Goiana faz carros do segmento premium. Produz modelos da Jeep e mesmo a linha maior da Fiat, como a picape Toro. A caminhonete lançada em fevereiro figura como um dos carros mais vendidos do Brasil e até vai ser exportado para outros países.

Desde 2007, a Fiat adota o sistema de produção WCM – World Class Manufacturing. Desenvolvido pela própria montadora, através da cooperação com especialistas mundiais em Lean Manufacturing, o WCM abrange todos os aspectos da manufatura (posto de trabalho, qualidade, manutenção e logística). É aplicado em todas as fábricas da FCA no mundo, que compartilham entre si as melhores práticas – a maior parte nascida a partir de sugestões dos próprios funcionários. Esse processo acontece por meio de um sistema interligado, elevando fortemente a qualidade dos produtos e a produtividade das plantas.

Em comunicado divulgado pelo grupo, Stefan Ketter, presidente da FCA para a América Latina, diz que a ênfase está em combinar qualidade e eficiência, através de processos produtivos cada vez mais precisos e compartilhados por toda a cadeia produtiva. Tudo na Fiat é grandioso. Os números são todos no superlativo. De acordo com dados da montadora, 15 milhões de veículos já saíram da linha de montagem de Betim neste período. Mais de 3 milhões foram exportados para cerca de 30 países. Só o Uno vendeu 3,7 milhões de unidades. O grupo investiu 7 bilhões de reais em aportes, incluindo o desenvolvimento de novos produtos.

JC Veículos

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