terça-feira, 5 de julho de 2016

Hospital Português alia tecnologia e aprendizado

Unidade implantou residência médica em 2009. Centro de formação dá suporte para rede de saúde



Jedson Nobre

Centro de Simulação Realística: profissionais são treinados e aperfeiçoam prática

Com 160 anos, o Real Hos­­pital Português (RHP) é pioneiro em vários segmentos da saú­­­de em Pernambuco e também no Nordeste. Cra­­­vado no coração do Recife, surgiu com a intenção de prestar assistên­­­cia à po­­pulação que estava mer­­­gulhada numa epidemia de có­­­lera e que precisava de assistência, além de solu­­­ções para aplacar o surto. Consolidou-se ao longo do tempo. Em 2009, al­­­çou no­­vos patamares com a im­­­plantação da residên­­­cia médica.


Primeiramente, foi a espe­­­cialização em geriatria. Depois, a clínica. Hoje, já são nove cursos, por onde já passaram 75 pro­­­fissionais em formação continuada, 27 com a es­­­pecialização já concluída.

Os dados mostram que o RHP é a principal instituição privada de saú­­­de em ensino e pesquisa. “O hospital tomou a decisão de avançar nessas áreas porque entende que é uma prio­­ridade”, destacou a diretora mé­­­dica do RHP, Maria do Car­­­mo Lencastre.

A especialista, que é geriatra, comentou que grandes nomes da medicina com atuação acadêmica faziam par­­te do corpo hospi­­­talar. Isso preparou o ter­­­reno para que o RHP abrigasse a especialização. “O hospital também é um lu­­­gar de estágio de univer­­­sida­­des conveniadas para estu­­­dantes nos últimos anos, co­­mo dos cursos de medicina, far­­­mácia, enfermagem, psicologia”, contou.

Não foi di­­­­fícil adap­­tar a rotina de ensino no hospital, que dispunha de pro­­­­­fissionais gabaritados para a formação, recursos tecnoló­­­gicos de ponta e muitos pacien­­tes. “Víamos com pesar que nossos re­­­cursos não estives­­­sem a servi­­­ço da for­­­mação na região. Sabemos que a re­­­de pú­­­blica tem di­­ficul­­­da­­­des e não tem recursos diag­­­nósticos.”

O Programa de Residência Mé­­­­­­­dica do RHP foi o primeiro credencia­­­do em geriatria no Estado, por meio da Comissão Na­­­cio­­­nal de Residência Médica. Hoje, a instituição dispõe ainda de pós-graduação em Ortopedia e Traumato­­­logia, Clínica Médica, Nefro­­­logia, Medicina Intensiva, Medicina Nuclear, Cancerologia, Cardiologia e Cardiologia Pediátrica. Em pesquisa, a instituição está caminhando para estudos de base. Já iniciou estudos obser­­­va­­­cio­­­nais. Possui um centro de da­­­dos epidemio­­lógicos que dá su­­­por­­te a levan­­tamentos do SUS. 

O hospital investiu na construção do primeiro Centro de Simulação Realística do Estado, com vistas ao treinamento da assistência integral aos pacientes. Com dois anos, o espaço terá aju­­­dado, até o fim de 2016, na aprendizagem de 2,5 mil fun­­cionários. O centro simu­­­la expe­­­­riências que podem ocor­­­rer no dia a dia do profissional e que vão exigir aptidão e rapidez . 

Para tan­­to, são usados robôs, que inte­­ragem com o mé­­dico, e mane­­quins no ambiente que imi­­­ta o leito. O RHP conta com um simulador realístico avançado (robô), quatro simuladores de suporte bá­­­­­­­­sico de vida (mane­­­quins), dois manequins pediá­­­tricos, duas cabeças para in­­tubação adulta e duas de crian­­ça. Há ain­­da um torso para exer­­­cícios de pulsão venosa central, dois bra­­ços para pulsão ve­­­nosa periférica e uma pélvis pa­­ra son­­­da vesical.

Renata Coutinho, da Folha de Pernambuco

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