sexta-feira, 1 de julho de 2016

Moradores das Graças protestam cobrando licitação da Beira-Rio

Obra vai custar R$ 27 milhões e tem recursos aprovados desde 2014

Trecho de 860 metros ligará pontes do Capunga e da Torre / Divulgação/Secretaria de Meio Ambiente
Trecho de 860 metros ligará pontes do Capunga e da Torre
Divulgação/Secretaria de Meio Ambiente

Margarette Andrea

Os recursos estão disponíveis desde 2014, mas até hoje a construção de 860 metros da Avenida Beira-Rio – entre as Pontes da Capunga, no Derby, e da Torre, no bairro das Graças, Zona Norte do Recife – não saiu do papel. Depois de conseguir transformar o projeto de um corredor expresso de quatro faixas em uma via-parque, com duas faixas, ciclovia, mirante e passarela, moradores do bairro fazem um protesto, às 17h30 desta sexta (1º), cobrando a licitação da obra.


“Há 30 dias protocolamos um pedido de audiência com o prefeito para tratar do assunto e não obtivemos retorno, queremos uma informação oficial. A gente se envolveu, discutiu um novo projeto, fez várias ações de ocupação da beira-rio. Sabemos que houve alterações, a pedido da Caixa Econômica Federal (CEF), mas não sabemos quais. E queremos que seja licitado o projeto do jeito que combinamos”, afirma Aluízio Câmara, integrante da Associação Por Amor às Graças.

A presidente da entidade, Lúcia Moura, lembra que o prefeito Geraldo Julio se comprometeu a licitar a obra em junho, mas os prazos não estão sendo cumpridos. “O projeto é ótimo, não só para o bairro das Graças, mas para a cidade. É uma proposta humana, que dá vez a carros, ciclistas e pedestres”, declara. “Além disso, vai evitar que a beira-rio seja ponto de lixo e drogas”.

O projeto inicial, que previa quatro faixas para veículos, teve aprovados R$ 54 milhões, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). As obras seriam iniciadas em agosto de 2014 e concluídas no início de 2016. Incluía 16 desapropriações. Dois prédios – os Edifícios Príncipe de Provence e Avis Liberta – precisariam de ajustes. No primeiro, a área de lazer ocupou a margem do rio. O outro prédio não só foi construído muito próximo ao leito, mas também murou área nas margens e transformou o local em estacionamento privativo.

Os moradores do bairro se mobilizaram e cobraram a integração da obra ao Projeto Parque Capibaribe, que se estenderá por todo o percurso de 30 quilômetros do rio (15 de cada lado), articulando espaços públicos em uma área de influência de 42 bairros. A ideia é tornar o Recife uma cidade-parque. Após várias discussões, em dezembro foi enviada à CEF uma nova proposta, onde haverá apenas duas faixas para carro,
com fluxo para uma ponte ou outra (duplo só num trecho) voltadas para o tráfego local. 
JC Cidades

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