quarta-feira, 20 de julho de 2016

Novos procedimentos levam dois minutos por passageiro no Aeroporto do Recife

Apesar de outras capitais terem registrado longas filas e atrasos, no Recife as novas medidas não alteraram rotina

Por: Thamires Oliveira



Aeroporto do Recife não enfrentou problemas com as novas medidas, mas é recomendado chegar mais cedo ao check in. Foto: Júlio Jacobina/DP

A Polícia Federal considerou tranquilos os primeiros dias de vigência dos novos procedimentos de inspeção de bagagem e passageiros nos voos domésticos no Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes-Gilberto Freyre. Ontem, a PF fez uma avaliação das mudanças. "O procedimento dura cerca de dois minutos por pessoa e é bem simples. Só é importante que os passageiros cheguem cedo", ressaltou o assessor de comunicação da corporação em Pernambuco, Giovani Santoro.

Com a inspeção mais rigorosa, as normas que já eram utilizadas nos voos internacionais passaram a valer nos domésticos. Além do raio x comum, uma revista corporal pode ser realizada. A inspeção é feita por um agente do mesmo sexo que o passageiro, em local público ou reservado, a depender da escolha do passageiro, com uma testemunha. Os agentes também podem pedir para o viajante que abra a bagagem de mão para ser revistada.

Objetos eletrônicos como notebooks e tablets agora têm que ser retirados da bagagem de mão para passar pelos pórticos de raios x. O objetivo é evitar que esses itens impeçam a visualização de objetos menores. Os passageiros podem se negar a passar pela revista, mas não embarcarão. Por causa das normas, a Agência Nacional de Aviação Civil sugeriu que secheguem aos aeroportos duas horas antes dos voos e que os objetos metálicos sejam retirados da bagagem de mão com antecedência.

Marcos Radins, 42 anos, embarcou ontem a passeio para Curitiba, com o filho e a esposa. Sem enfrentar problemas, ele aprovou a mudança. "Mas é preciso melhorar também a logística de todos os aeroportos" ponderou. "Nossa segurança é o ponto principal, sobretudo nesse período de Olimpíadas", acrescentou a enfermeira Estefanie Martins, 30. Segundo Giovani Santoro, a decisão de implantar medidas mais rigorosas não se deu apenas à Olimpíada. "A Anac já visava um plano de segurança mais qualificado. Que bom que as regras entraram em funcionamento antes da Olimpíada. Unimos o útil ao agradável."

Diario PE

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