quinta-feira, 21 de julho de 2016

Pernambuco pede pressa ao Governo Temer

Representantes da indústria no Estado se reuniram com o presidente interino na última terça-feira



Arthur Mota/arquivo folha
Leilões no Complexo de Suape estavam na pauta

A demora nas autorizações dos leilões de terminais no Complexo Industrial Portuário de Suape, a conclusão da Refinaria Abreu e Lima e da Transnordestina foram alguns dos temas tratados por representantes da indústria do Estado, em reunião com o presidente interino Michael Temer. Entre os empresários estavam o presidente da Fiepe, Ricardo Essinger, e o presidente do Sindaçúcar, Renato Cunha.

O encontro, realizado em Brasília, na última terça-feira, reuniu também representantes dos estados da Paraíba e Alagoas. Embora os grandes investimentos devam ser autorizados apenas após a definição do cenário político nacional, o presidente de Suape e secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, Thiago Norões, guarda expectativas positivas diante da mudança de diretoria da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), marcada para 3 de agosto. “Acreditamos que alguns processos podem ganhar velocidade”, disse.

Suape aguarda licitações de cinco terminais incluídos no segundo bloco de editais do Programa de Investimento em Logística (PIL) 2015- um de contêineres, dois de granéis minerais, um de veículos e outro de trigo, somando mais de R$ 2 bilhões em investimentos privados. Todos os processos estão nas mãos da União. Até o momento, nenhum foi liberado. 

Nesta quarta-feira, o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil aprovou a complementação do atual Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ) do Complexo, garantindo a autonomia na gestão dos contratos das empresas instaladas no Porto Organizado - algo já previsto na Lei dos Portos. Outro avanço foi a aprovação preliminar do contrato de arrendamento da Pandenor Importação e Exportação, que vai ampliar o parque de armazenamento de combustíveis, com investimentos de R$ 63,2 milhões. A autorização final, no entanto, depende da Antaq.

Da Folha de Pernambuco

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