sexta-feira, 15 de julho de 2016

Ramal do Agreste em Pernambuco mais próximo de sair do papel

Ordem de serviço para as obras civis deve ser assinada no próximo mês de novembro



Divulgação
Canal vai levar água da Transposição do Rio São Francisco à Adutora do Agreste

Obra que vai levar água do Eixo Leste da Transposição do Rio São Francisco à Adutora do Agreste, o Ramal do Agreste deve, enfim, começar a sair do papel neste ano. A sinalização é que a ordem de serviço para as obras civis aconteçam em novembro próximo, quando o processo licitatório para contratar a empresa que fará a supervisão do projeto será concluído. De acordo com o Ministério da Integração Nacional, as propostas estão previstas para serem abertas no dia 27 deste mês. O investimento no canal é da ordem de R$ 1,3 bilhão.

De acordo com o secretário-executivo de Recursos Hídricos do Estado, José Almir Cirilo, a ideia é casar o início do ramal com a operacionalização da transposição, prevista para o começo de 2017. “O contingenciamento federal afetou bastante as obras hídricas do Estado, então é possível que mais recursos sejam direcionados às obras emperradas”, sentenciou Cirilo, destacando que a empreiteira Pereira Guedes foi a vencedora para a construção do Ramal do Agreste, que também está à frente do Canal do Fragoso, em Olinda.

A Adutora do Agreste, inclusive, foi uma das obras afetadas pela crise econômica nacional. Dados da Companhia de Saneamento de Pernambuco (Compesa), responsável por executar a obra com recursos federais, dão conta que os valores estão à conta gota. As duas últimas liberações do MI foram parecidas com as anteriores, da ordem de R$ 10 milhões. Para se ter ideia, o sistema adutor já chegou a receber cerca de R$ 20 milhões por mês. Juntas, as três obras hídricas vão amenizar o abastecimento de água no Agreste de Pernambuco, que nos últimos anos tem sofrido com severa estiagem.

De acordo com a Agência Pernambucana de Água e Clima (Apac), Jucazinho - uma das principais barragens da região - segue em colapso e impede que a água chegue às torneiras da população, ocasionando racionamento nos municípios do entorno. Atualmente, ela é responsável por alimentar 14 municípios. 

Com obras iniciadas em junho de 2013, a Adutora do Agreste está em andamento com 37% de execução física, sendo que 63% dos tubos foram implantados. Desde o início da obra, foram repassados apenas R$ 520 milhões do total de R$ 1,3 bilhão da primeira etapa. 

No entanto, enquanto a Compesa informa que o pagamento de maio deste ano não foi liberado, o Ministério da Integração Nacional emite nota informando que os pagamentos estão em dia. Maior adutora do Brasil, o equipamento hídrico vai passar por 68 municípios dos 72 existentes no Agreste pernambucano.

Entretanto, para minimizar os impactos dos atrasos, desde fevereiro de 2015, uma parte do trecho da interligação com a bacia do Jatobá abastece Arcoverde. Para o fim 2016, está prevista a conclusão total dessa etapa que ampliará a oferta de água para o atendimento das cidades de Iati, Águas Belas, Itaíba, Buíque, Pedra e Venturosa.

Raquel Freitas, da Folha de Pernambuco

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