Cerca de 92,5% dos entrevistados são favoráveis ao serviço. (Foto: Úrsula Freire/Folha de Pernambuco)

O vereador Jayme Asfora (PMDB) realizou uma consulta pública na internet com o objetivo de entender a relação dos recifenses com aplicativos de transporte individual remunerado, a exemplo do Uber e similares. A pesquisa, divulgada um dia após o protesto de taxistas que parou o Centro do Recife, nessa quarta-feira (14), foi feita durante 15 dias do mês de maio.

Ao todo, 14.073 respostas foram obtidas no questionário. Do total, 92,5% dos entrevistados se mostraram favoráveis ao serviço e 77% afirmaram que já tinha utilizado o Uber.

“Nossa intenção com essa pesquisa foi ter mais subsídios para um debate que está posto na Cidade e que é uma realidade no mundo todo”, explicou o vereador. Entre os que participaram da pesquisa, 56,6% disseram ser usuários tanto de táxi quanto de Uber.

“Um dado interessante é que entre as pessoas que responderam e disseram ser taxistas, 17% se posicionaram favoráveis ao Uber”, disse o vereador. Para ele, esse posicionamento bate com alguns comentários feitos na pesquisa sobre o aluguel de praças e o valor cobrado dos motoristas.

“Quando divulgamos a pesquisa nas redes sociais, esse também foi um ponto que muitos fizeram questão de ressaltar”, explicou.

Outro tema recorrente nos comentário, que foram feitos de forma aberta, foi a crítica à má qualidade do atendimento prestado pelos taxistas. Os participantes fizeram questão de defender o direito de escolher e dizer que o Uber levarão os táxis a melhorarem essa situação.

Em relação à legalidade do serviço, 87,5% acharam que o serviço funciona dentro das normas legais. Entre os que consideram o Uber ilegal, 40% se diz a favor mesmo assim. Já entre os que são contra, 78,6% dos entrevistados afirmou que continuaria contra o Uber, mesmo que ele venha a ser regulamentado.

O questionário também apresentou algumas questões abertas. Em uma delas, 80% disseram não concordar com as restrições a esse tipo de transporte. No entanto 4% ressaltaram a necessidade de que seja definido um limite de preços. Traçando um perfil dos que responderam a pesquisa, 48% disseram usar, como principal meio de transporte, o carro próprio.

Em relação à faixa etária, 43,3% têm de 21 a 29 anos e 28,7% de 30 a 40 anos. Mais de 72% dos questionários foi respondido por pessoas que têm escolaridade mais avançada, de superior incompleto à pós-graduação. No que diz respeito à renda, 31,7% têm renda de 2 a 4 salários mínimos e 32,8% de 5 a 10 salários mínimos.